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90º. Aniversário do Armistício Os Portugueses na 1ª Guerra Mundial (Homenagem aos caldenses caídos na 1ª. Guerra Mundial – França) Composição do Corpo Expedicionário Português A)- 1ª. Divisão: Oficiais 638: Praças:18 743: Solípedes: 5 338 : V. Hipo 945 : V. Auto 24 B)- 2ª. Divisão: Oficiais 638: Praças: 18 743 : Solípedes: 5 338 […]

90º. Aniversário do Armistício Os Portugueses na 1ª Guerra Mundial (Homenagem aos caldenses caídos na 1ª. Guerra Mundial – França) Composição do Corpo Expedicionário Português A)- 1ª. Divisão: Oficiais 638: Praças:18 743: Solípedes: 5 338 : V. Hipo 945 : V. Auto 24 B)- 2ª. Divisão: Oficiais 638: Praças: 18 743 : Solípedes: 5 338 : V. Hipo 945 : V. Auto 24 C)- Quartel General (C. E.): Oficiais 431: Praças: 8 488 : Solípedes : 4 119 : V. Hipo 424 : V. Auto 676 D)-Efect.da Base: Oficiais 394: Praças: 5 497: Solípedes: 964 : V.Hipo 15 : V. Auto 15 T o t a i s Oficiais 2 101 Praças 51 471 Solípedes 15 759 V Hipo 2 329 V.Auto 739 A 1ª. Divisão era comandada pelo General graduado Gomes da Costa, a 2 ª. Divisão pelo General Simas Machado, sendo o Comandante do Corpo Expedicionário Português o General Fernando Tamagnini. Perante este palco, e com o desgaste das forças em causa, o inimigo ia-se apercebendo da situação, a qual lhe permitia apontar para um futuro ataque sobre determinada zona, e essa foi sem dúvida o sector português o escolhido, para ser lançada a última ofensiva dos alemães na Flandres entre 8 e 29 de Abril. Os alemães deram a esta operação o nome de código de “Georgette”, dia da investida a 09-04-1918, para nós conhecido como a batalha de La Lys. Seria fastidioso estar a relatar os acontecimentos de 9 de Abril, até porque tem sido alvo de elaborados estudos e não me compete aqui aquilatar do que correu mal ou menos bem neste fatal dia para as nossas tropas. No entanto é bom relembrar de que foram praticados alguns actos de heroísmo e bravura dignos dos mais altos louvores e condecorações, que nos chegaram por relato dos seus contentores, e outros que foram para a sepultura por quem os praticou, ficando enterrados naqueles malditos lamaçais. Mas só para termos uma pequena ideia do palco das operações e do desenrolar do ataque na madrugada de 9 de Abril, segue pequena resenha: As tropas portuguesas encontravam-se acantonadas na vasta região do médio Lys, uma planície húmida e barrenta, cortada por canais e drenos, que após chuvadas se transformava em enormes lamaçais, a qual constituía um corredor entre as colinas de Aras, e de Armentières, numa extensão variável de 12 a 18 Km. As forças eram em tudo desproporcionadas; para se ter uma ideia do efectivo bélico alemão, tinham na frente do sector português 1.500 bocas de fogo, para a extensão de 12 Km., o que dava uma média de uma boca de fogo de 8 em 8 metros. A esta desproporção de forças deve-se em parte à assinatura de paz entre a Alemanha e a Rússia, a qual libertou da frente oriental 156 divisões, devidamente apetrechadas e retemperadas. As 8 divisões, com mais 4 de apoio e 7 de reserva, contra a reduzida 2ª.Divisão do CEP, ao centro, ladeada a norte pela 40ª Divisão e a sul pela 55ª.Divisão britânicas, davam bem a ideia desproporcionada das forças. As forças alemãs apercebendo-se da insegurança no sector português, pela madrugada do dia 9 de Abril, cerca das 4 e 15 minutos e debaixo de intenso nevoeiro, lançaram um forte ataque, que não pouparam qualquer comando da lª. linha. Foram neutralizadas logo no início da batalha todas as comunicações, o que veio a facilitar mais o avanço inimigo. Este ataque sobre o sector português, saldou-se na perda de muitas vidas humanas, bens materiais, no recuo das forças aliadas, e de uma destabilização da frente até 29 de Abril. Não era possível exigir mais àqueles que tendo passado um inverno e princípio de primavera nas trincheiras em condições deploráveis, se bateram ferozmente; casos houve, que unidades inteiras se bateram até ao último homem tendo havido actos de abnegada bravura e coragem. A todos que por terras de França ou de África deram o melhor da sua juventude, se deve o maior respeito e consideração, mas em especial aqueles que não puderam juntar-se às suas famílias, ficando aí sepultados para sempre naqueles dantescos palcos de morte. Luís Manuel Tudella

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