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Cortejo de oferendas rendeu 110 mil euros aos bombeiros

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O cortejo de oferendas dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha deste ano rendeu cerca de 110 mil euros, revelou Abílio Camacho, presidente da Associação Humanitária. As freguesias que mais contribuíram para esta verba, foram Nossa Senhora do Pópulo e Tornada, com 11.237,40 e 10.208,60 euros, respectivamente. Já em A-dos-Francos a recolha de fundos rendeu […]
Cortejo de oferendas rendeu 110 mil euros aos bombeiros

O cortejo de oferendas dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha deste ano rendeu cerca de 110 mil euros, revelou Abílio Camacho, presidente da Associação Humanitária. As freguesias que mais contribuíram para esta verba, foram Nossa Senhora do Pópulo e Tornada, com 11.237,40 e 10.208,60 euros, respectivamente. Já em A-dos-Francos a recolha de fundos rendeu 4.929,00 euros. Em Alvorninha foram apurados 7.500,00 euros, enquanto que em Carvalhal Benfeito foram angariados 3.112,50 euros. Na freguesia do Landal a população ofereceu 3.250 euros aos soldados da paz. No Nadadouro foram recolhidos 4.046,09 euros e em Salir de Matos 7.270,10 euros. Na freguesia de Salir do Porto foram doados 3.550,00 euros, enquanto que em Santa Catarina a população deu 6.898,56 euros. Em São Gregório foram reunidos 3.660,85 euros e na Serra do Bouro 2.881,20 euros. A freguesia dos Vidais contribuiu com 3.700,00 euros e a de Santo Onofre com 8.447,00 euros. Embora o tempo seja de crise, para Abílio Camacho “algumas freguesias contribuíram com uma subida de verba, o que significa um feito fantástico”. “Isto deve-se ao esforço excepcional das freguesias e dos bombeiros e à contribuição da população, a quem agradecemos imenso”, declarou. O dirigente apontou que o dinheiro é canalizado para o socorro das populações, sendo uma grande fatia para pagar de 15 em 15 dias cerca de cinco mil euros em gasóleo das viaturas. “É uma despesa brutal e as viaturas não param porque todos os dias há ocorrências, não só emergências médicas, como incêndios e acidentes”, referiu. Ainda com todas estas condicionantes os bombeiros das Caldas têm vindo a ser reequipados e este ano não se fugiu à tradição, com a apresentação de um novo tanque de água, que deste modo eleva a capacidade de resposta dos bombeiros das Caldas em 50 mil litros de água. Este novo tanque irá servir para o combate aos fogos florestais, mas também, e se necessário, para fornecer água potável às populações, já que a sua capacidade é de 17 mil litros num recipiente em inox. “Agradeço à Serralharia Santa Helena, ao Chefe da Fanfarra, o bombeiro Vasco Silva, ao comandante Gaspar e a todos que colaboraram para nós termos este novo tanque”, destacou Abílio Camacho. Para o próximo ano a aposta vai para duas ambulâncias de transportes de doentes, porque as actuais têm muitos quilómetros e necessitam de ser substituídas, além de que as pessoas já requerem outro tipo de conforto no transporte. “Tivemos de aumentar e bastante o quadro de pessoal, mas a nossa função é socorrer e auxiliar a população e o transporte de doentes tem vindo a aumentar drasticamente todos os dias. Fazemos para que tudo corra bem e por isso queremos ter mais duas viaturas com outras e melhores condições”, relatou. A outra novidade revelada neste cortejo de oferendas foi o anúncio de que a Associação Humanitária ficará a explorar por mais dois anos o parque de estacionamento que é propriedade da Caixa Agrícola, o que para o dirigente é uma mais-valia. Porém, Abílio Camacho está preocupado com o futuro e quer definitivamente que a Câmara deixe a associação explorar mais parques na cidade e até os parquímetros. “Já pedi à Câmara algumas vezes para explorarmos mais parques, mas torna-se complicado porque outras associações também resolveram pedir a mesma coisa. Nós achamos que a Câmara não está vocacionada para explorar este tipo de espaços e por isso é melhor os bombeiros estarem a explorar os parques de estacionamentos, do que termos os parques abandonados e termos outro tipo de gente que os ocupa diariamente sem segurança”. Por outro lado, “os parquímetros da cidade não funcionam e as pessoas não os utilizam, além de haver arrumadores nos sítios onde há esses equipamentos”. Abílio Camacho quer que a associação dos Bombeiros “não seja subsídio-dependente” e por isso tem de gerar receita para ser “auto-suficiente”. Por último, comentou que apesar dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha não terem comandante, tudo actualmente está bem, adiantando que está em campo uma selecção do tipo de homem que se quer para dirigir a instituição. Carlos Barroso

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