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Amor fraterno

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Miguel era um menino muito vivo e o encanto dos seus pais. Era filho único, mas um dia começou a deixar de o ser. A sua mãe encontrava-se grávida – o Miguel ia ter um irmão ou irmã; ainda era cedo para saber. A mãe, sensatamente, para evitar possíveis ciúmes, coisa normal nestes casos, começou […]

Miguel era um menino muito vivo e o encanto dos seus pais. Era filho único, mas um dia começou a deixar de o ser. A sua mãe encontrava-se grávida – o Miguel ia ter um irmão ou irmã; ainda era cedo para saber. A mãe, sensatamente, para evitar possíveis ciúmes, coisa normal nestes casos, começou bem cedo a preparar o Miguel falando-lhe do irmão ou irmã que ia ter. Como o Miguel continuou a ser acarinhado e a atenção dos pais não lhe faltava, começou a nutrir pelo novo ser um amor verdadeiro. Quando se soube, mercê das novas tecnologias, que o bebé era uma menina, o Miguel rejubilou e encostado à mãe, cantava com frequência, com a sua voz infantil, uma canção que dedicava à sua pequena irmã. Perguntava com frequência quando chegava a irmã. O momento chegou um dia, mas infelizmente as coisas correram mal. A mãe teve de ser submetida a uma cesariana e a bebé nasceu com problemas, sendo levada para os cuidados intensivos, sem grandes esperanças de vida. As coisas pioravam dia-a-dia aponto de os pais, que tinham preparado o quarto da nova filha com todo o carinho, começassem a pensar no funeral. O Miguel todos os dias insistia que queria conhecer e irmã e cantar-lhe a sua canção, mas as regras dos cuidados intensivos do hospital não permitiam a entrada de crianças tão pequenas como o Miguel. Porém, perante a insistência do filho a senhora tentou levá-lo a ver a irmã na incubadora. Deparou com uma negativa da enfermeira, mas com muito jeito conseguiu convencê-la a deixar entrar o Miguel. Este, mal viu a irmã começou a cantar-lhe a “sua” canção e de repente o inesperado aconteceu: o bebé começou a respirar quase normalmente. A mãe pediu-lhe: Miguel continua a cantar. E este assim fez e nos dias seguintes voltou a acontecer o mesmo, a ponto de passados poucos dias a criança ter alta e poder vir para casa. Os médicos diziam: “milagre” – não há explicação para tal. As enfermeiras choravam de comoção. Foi realmente um milagre de Deus, materializado num amor fraterno que muito cedo se manifestou. E que vemos actualmente? Irmãos, contra irmãos; já adultos por dá cá aquela palha, agridem-se e vivem de costas voltadas, sobretudo se pelo meio há dinheiros… E mais não digo. Maria Fernanda Barroca

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