No dia 5 de Outubro, por volta das 11 horas, fui às Caldas da Rainha e como foi delicioso inesperadamente ter assistido a uma excelente concentração de “pasteleiras” com os seus possuidores rigorosamente trajados à antiga. Os homens, com o pormenor da mola nas calças, para não sujarem as mesmas na corrente da pasteleira. As mulheres com o pormenor das ligas de elástico à mostra. Cada um se fazia transportar com as mais diversas mercadorias no suporte da bicicleta, desde os cântaros, às hortaliças, aos galos e galinhas. Depois de colocadas videiras e macieiras com fruta, simularam as vindimas e apanha da fruta. Traziam igualmente consigo, cada um, as mais variadas merendas daquele tempo, ou seja, carapaus secos, torresmos, linguiça, etc. Recuei no tempo à geração do meu avô de bigode grande e bem retrocedido assim trajado. Como foi delicioso e gratificante para mim viver esse delicioso tempo de grandes costumes e convivo puro, que se está a perder. Esta iniciativa bem poderia servir de ponto de partida, para futuramente eventos do género darem mais vida às ruas da cidade e contribuírem para recordar e transmitir a nossa cultura que é tão valiosa. Promover os jogos do nosso tempo – do peão, do botão, do berlinde, etc. Os meus sinceros parabéns e o meu muito obrigado, ao promotor desta iniciativa, senhor José Lopes, que me fez em breves momentos recordar a mim e certamente a muitos presentes, momentos excelentes de uma geração que são únicos. Esta concentração foi de tal forma tão real que me fez sentir envolvido num postal antigo. Vitor Dinis
Peça cerâmica de Mário Reis assinala início de mandato de António José Seguro
O artista cerâmico Mário Reis fez uma peça para assinalar a tomada de posse do novo Presidente da República, a que deu a designação “Segurem-me”.



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