O livro do jornalista Pedro Laranjeira, “O alentejano que descobriu a América”, editado pela Free Zone, foi apresentado no passado sábado na livraria Martins Fontes, nas Caldas da Rainha. A apresentação do livro e do autor esteve a cargo do tenente-coronel Brandão Ferreira, investigador e cronista. Trata-se de uma compilação de factos relevantes sobre as mais recentes descobertas vindas a lume acerca da personalidade e origens de Cristóvão Colombo, descobridor da América em 1492. O trabalho formatado em estilo jornalístico e profusamente ilustrado, inclui relatos e entrevistas com as mais relevantes personalidades ligadas a este assunto em todo o mundo. Pedro Laranjeira, jornalista e director da revista Perspectiva, tem publicado vários artigos sobre o tema e foi recentemente moderador de uma conferência internacional, na vila alentejana de Cuba, sobre a portugalidade de Cristóvão Colombo. A obra dedica grande atenção às investigações que indiciam a nacionalidade portuguesa do navegador e inclui as teses dos principais estudiosos do assunto, como Mascarenhas Barreto, Manuel Rosa, Roiz do Quental, José Rodrigues dos Santos e Manuel Luciano da Silva, que inspirou Manoel de Oliveira para a realização do seu último filme, “Cristóvão Colombo, o Enigma”. “É hoje evidente que o tecelão genovês Cristoforo Colombo nunca poderia ter sido o mais famoso navegador de todos os tempos. Estamos perante duas personalidades diferentes, ambas, aliás, documentadas, mas tudo indicando que o Almirante foi um nobre português, primogénito de D. Fernando Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco, filha do descobridor da Madeira e Porto Santo, João Gonçalves Zarco”, explica Pedro Laranjeira. “É uma intrincada trama histórica, protagonizada por D. João II, explica os mistérios que envolveram a identidade do homem que se terá chamado Salvador Fernandes Zarco, então conhecido como Cristóvão Colon, cuja nacionalidade só chega a discussão pública 70 anos após a sua morte, quando uma família italiana de apelido Colombo apresenta a Tribunal um “Testamento” (agora identificado como uma tosca falsificação) no intuito de obter a herança do Almirante – processo, de resto, julgado contra os peticionários por esse Tribunal, que entregou a herança a D. Nuno de Portugal, neto do filho português do navegador”, adianta. “Essa e muitas outras evidências são relatadas na obra, que inclui os mais recentes resultados de análises de ADN, comprovativas de que o descobridor da América, então chamado “Infante de Portugal”, não era italiano, nem francês nem espanhol”, sublinha. A obra agora dada à estampa vai sair em traduções para inglês, alemão, holandês e francês, sob o título genérico “O Português que descobriu a América”. Em 2009 será editada também em italiano, polaco e mandarim. Saiu já a versão em espanhol, “El Portugués que descubrió América”, com tradução de Carlos Calado. Francisco Gomes
“O Alentejano que descobriu a América” apresentado nas Caldas
29 de Outubro, 2008
O livro do jornalista Pedro Laranjeira, “O alentejano que descobriu a América”, editado pela Free Zone, foi apresentado no passado sábado na livraria Martins Fontes, nas Caldas da Rainha. A apresentação do livro e do autor esteve a cargo do tenente-coronel Brandão Ferreira, investigador e cronista. Trata-se de uma compilação de factos relevantes sobre as […]
O Alentejano que descobriu a América apresentado nas Caldas
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