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Wordsong no grande auditório do CCC

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Os Wordsong levaram ao palco do grande auditório do CCC, na noite de 19 de Setembro, os poemas de Fernando Pessoa e Al Berto, numa interpretação muito própria, onde a música complementa as palavras escritas por dois dos maiores poetas portugueses. Este foi o último espectáculo que o grupo fez com o reportório dos seus […]
Wordsong no grande auditório do CCC

Os Wordsong levaram ao palco do grande auditório do CCC, na noite de 19 de Setembro, os poemas de Fernando Pessoa e Al Berto, numa interpretação muito própria, onde a música complementa as palavras escritas por dois dos maiores poetas portugueses. Este foi o último espectáculo que o grupo fez com o reportório dos seus dois primeiros CDs. Neste momento, Pedro d´Orey (Mler If Dada), Alexandre Cortez (Rádio Macau), Nuno Grácio e Filipe Valentim (Rádio Macau), estão em pleno processo de criação de um novo projecto. Tendo-se iniciado em 2003, com um trabalho dedicado a Al Berto, Wordsong seguiram depois para Fernando Pessoa e agora querem abordar vários poetas ao mesmo tempo. Para além de vários autores, vão aproveitar alguns textos do vocalista, Pedro d’Orey. “O mais importante é continuar a cantar em português”. Em breve esperam ter um novo CD pronto, mas também pretendem funcionar de uma maneira mais flexível. “Queremos ter diferentes formatos. Por exemplo, se quisermos vir tocar às Caldas podemos vir para o grande auditório, mas também será possível vir só eu e o Alex, com uma mesa e um baixo, para fazer uma coisa diferente”, afirmou. Pedro d´Orey ficou muito surpreendido com o que veio encontrar nas Caldas da Rainha. “Não só o espaço é muito bem feito e bem pensado para o futuro, para além disso, nós chegámos e tudo funcionou bem”, referiu. Segundo o artista, não é habitual que tudo funcione tão bem como aconteceu no CCC. “É um luxo a que não estou habituado”, disse. Em relação ao público presente, admitiu que o projecto Wordsong é “um bocado estranho” e difícil de entender de imediato. “Isto é um projecto a longo prazo e não podemos pensar que vamos ter muito público em todo o lado. Apesar de termos uma preocupação em sermos acessíveis em termos de rock”, comentou. O objectivo dos músicos foi fazer algo de diferente do que era costume em relação à poesia. “Eu nunca gostei de poesia, pela forma como me foi apresentada. Comecei a gostar quando comecei a ver pessoas a cantar poesias e a juntar imagens”, adiantou Pedro D’Orey. Quiseram desconstruir as palavras e não seguir o texto à risca, criando músicas com a poesia. As presidentes dos Supremos Tribunais de Justiça da Guiné-Bissau e de S. Tomé e Príncipe, acompanhadas por uma comitiva local, assistiram a este concerto, depois de terem jantado no café concerto do CCC.

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