As exposições “Incursões”, do escultor Francisco Vilaça, e “Cerâmica e Vidro do Século XX – 2º núcleo, A Doação de Francisco Coutinho Carreira”, foram prolongadas até ao final deste mês, no Museu de Cerâmica, nas Caldas da Rainha. No ano passado foi doada uma colecção notável de cerâmica contemporânea com cerca de 1100 peças – 500 de cerâmica e 600 de vidro – que reflectem a mais significativa produção mundial de cerâmica e de vidro de finais do século XIX e primeira metade do século XX, incidindo particularmente nos anos 50. A sua primeira apresentação ao público foi feita numa conferência de imprensa em Maio e mais tarde, em 29 de Setembro, foi apresentada uma primeira mostra de 80 peças seleccionadas. Desde então a colecção tem vindo a ser estudada e inventariada e era altura de voltar a expor um segundo núcleo que desse a conhecer a variedade e a potencialidade da colecção em termos de fabricos, técnicas e formas. Um novo núcleo de 80 peças foi assim criteriosamente seleccionado e revelado aos visitantes do Museu, evocando o seu doador, Francisco Coutinho Carreira, que nasceu no dia 25 de Abril, em Alvorninha. Francisco Coutinho Carreira foi viver para o Canadá em 1960 e durante cerca de 40 anos reuniu um conjunto de peças de excepcional interesse e grande variedade, que por sua vontade expressa foi doado ao Museu de Cerâmica. Presentemente novas peças cerâmicas, elucidativas do percurso da cerâmica mundial do século XX, contemplando tanto a vertente industrial, como peças de design e de autor, provenientes dos principais centros de fabrico mundiais, encontram-se na sala de Exposições Temporárias do Museu. Obras da Alemanha, Itália, Dinamarca e Suécia, Suíça, Inglaterra, França, Holanda, Finlândia, Estados Unidos, Canadá, Japão podem ser admiradas. A relevância da colecção enquanto testemunho histórico, artístico e sociológico do melhor que em cerâmica se produziu em final do século XIX e no século XX, bem como o facto de se tratar de um conjunto único a nível do país, confere ao Museu de Cerâmica um estatuto de referência nacional e internacional. Permanece o desejo que o projecto de ampliação deste Museu, tornando-o Museu Nacional de Cerâmica seja relançado, até porque se esboçam intenções de novas doações. Quanto à exposição “Incursões do Escultor Francisco Vilaça”, a mostra foi inaugurada no dia 19 de Julho. O artista trabalha preferencialmente em pedra, mas nas suas obras mais actuais tem utilizado outros materiais como o vidro e a cerâmica, vindo a adquirir um estilo muito personalizado e original. Natural de Lisboa, Francisco Vilaça nasceu a 11 de Maio de 1957. Tirou o curso de Escultor em 1989 e posteriormente estudou Desenho e Pintura. Director artístico da Galeria da Cervejaria Trindade entre 2000 e 2004, é professor de Escultura em várias instituições. Autor de inúmeras exposições, nacionais e internacionais, recebeu recentemente o 1º prémio no Festival Gaudi, em Barcelona.
Exposições prolongadas no Museu de Cerâmica
24 de Setembro, 2008
As exposições “Incursões”, do escultor Francisco Vilaça, e “Cerâmica e Vidro do Século XX – 2º núcleo, A Doação de Francisco Coutinho Carreira”, foram prolongadas até ao final deste mês, no Museu de Cerâmica, nas Caldas da Rainha. No ano passado foi doada uma colecção notável de cerâmica contemporânea com cerca de 1100 peças – […]
Exposições prolongadas no Museu de Cerâmica
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