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Descontos nas portagens ainda não estão a ser aplicados na A8 e na A15

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A Auto-Estradas do Atlântico não está ainda a aplicar o desconto nas portagens entre 30% a 50%, consoante o número de passagens, no período nocturno, para os veículos classe 3 e 4 de mercadorias e pesados de passageiros, uma das medidas mais emblemáticas do acordo assinado com o Governo para acabar com a paralisação dos […]
Descontos nas portagens ainda não estão a ser aplicados na A8 e na A15

A Auto-Estradas do Atlântico não está ainda a aplicar o desconto nas portagens entre 30% a 50%, consoante o número de passagens, no período nocturno, para os veículos classe 3 e 4 de mercadorias e pesados de passageiros, uma das medidas mais emblemáticas do acordo assinado com o Governo para acabar com a paralisação dos transportadores. A medida já está a ser aplicada desde o início do mês na maioria das auto-estradas, mas na A8 e na A15, na região Oeste, ainda não, revelou o Diário de Notícias. Após três dias de paragem nas estradas, que provocou falta de combustíveis e alimentos um pouco por todo o país, o Ministério das Obras Públicas (MOPTC) e a Antram (Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias) anunciaram um acordo de vários pontos que pôs fim ao protesto. A redução do preço das portagens, assumido pelas concessionárias até ao final do ano e não pago pelo Estado, foi garantido numa primeira fase pela Brisa, que explora a principal rede de auto-estradas, num esforço financeiro até 2,5 milhões de euros. Depois, aderiram a Lusoponte (concessionária das pontes do Tejo) e a Aenor (que opera no Norte do país). De fora, ficaram, para já, a Auto-Estradas do Atlântico e a Brisal, concessões autónomas, cujo maior accionista é a Brisa. Em causa estão 170 quilómetros da A8 e A15 (Óbidos/Santarém) e 92 quilómetros da A17 da Marinha Grande a Mira. O secretário-geral da Antram, Abel Marques disse ao Diário de Notícias que a associação tem tentado esclarecer a situação com as concessionárias e o Ministério, mas admite que tem havido algum “jogo do empurra” de responsabilidades. Fonte do MOPTC explicou ao matutino que o Governo já fez o seu papel no processo negocial e que agora faltam os sindicatos bancários das respectivas concessionárias dar luz verde à alteração tarifária, mas realçou a convicção de que os descontos serão aplicados a toda a rede de auto-estradas. Para Abel Marques, o importante é assegurar que a redução das portagens tenha um efeito retroactivo na factura dos transportadores a partir de 1 de Julho, conforme prometia o acordo.

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