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Ilegalidades no Brasão das Caldas da Rainha

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José Bènard, secretário-geral do Instituto Português de Heráldica (IPH) e autor de vários livros sobre heráldica, revelou que o brasão das Caldas da Rainha mantém ilegalidades descobertas há mais de 20 anos, sem que tenham sido corrigidas. O brasão caldense é um dos três existentes no país que não merece o aval da Comissão de […]
Ilegalidades no Brasão das Caldas da Rainha

José Bènard, secretário-geral do Instituto Português de Heráldica (IPH) e autor de vários livros sobre heráldica, revelou que o brasão das Caldas da Rainha mantém ilegalidades descobertas há mais de 20 anos, sem que tenham sido corrigidas. O brasão caldense é um dos três existentes no país que não merece o aval da Comissão de Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Em 1985, o Ministério da Administração Interna encarregou a Comissão de Heráldica de fazer uma verificação dos símbolos dos concelhos. Na altura, recorda José Bènard, foram detectadas várias ilegalidades em diversos concelhos, a maioria das quais foi, entretanto, corrigida. Excepto as detectadas nos brasões de Ovar, Caldas da Rainha e S. João da Madeira, que se vão mantendo “à revelia”. O primeiro Brasão de Armas das Caldas da Rainha era o escudo real, o mesmo do da Vila de Óbidos, a cujo termo pertenceu, e que fazia parte da Casa da Rainha D. Leonor. A 12 de Julho de 1491 encontrando-se o Infante D. Afonso, filho de D. João II e da Rainha D. Leonor a cavalgar nas margens do Tejo, caiu do cavalo e embora prontamente socorrido por uns pescadores, para casa de quem foi transportado numa rede, veio a falecer. A partir dessa data, a todos os brasões das vilas da Rainha, foi acrescentado uma rede e um pelicano, divisas de D. João II. Actualmente as armas da cidade são: dois escudetes paralelos brancos. Cada um destes escudetes possui cinco escudos azuis pequenos e em cruz com cinco bezantes em aspa cada um. O escudete branco do lado direito tem a encimá-lo um par de águias bicéfalas emblema dos Lencastres. Sobre o escudo de púrpura encontram-se treze castelos em ouro dispostos em três linhas perpendiculares contendo quatro castelos cada lateral e cinco a do centro situada no intervalo que divide os escudetes brancos. O escudete de púrpura está envolvido por um outro branco possuindo uma rede (camaroeiro) do lado direito e um pelicano do lado esquerdo alimentando os filhos com o seu sangue. O escudo exterior possui sobreposta uma coroa aberta. A cidade é das poucas povoações do país a possuir um brasão anterior à normalização da heráldica municipal levada a cabo no princípio do século XX.

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