“Falta uma casa de banho para a piscina de Salir do Porto poder abrir”, confessou ao JORNAL DAS CALDAS o presidente da Câmara, que se mostrou incomodado com a situação. “Eu não sabia, agora no final da obra é que se reparou. É caricato, dei dois murros na mesa, já me zanguei com pessoal da Câmara em como é que isto não se descobriu há mais tempo”, manifestou Fernando Costa. As obras começaram em 2006 e estão “praticamente prontas”, assegurou o edil, que reconheceu o erro. “Foi mal projectado pelo GAT, mas é certo que a lei também se alterou. Agora é preciso casas de banho para funcionários e são exigências de toda a ordem e feitio”, afirmou. Segundo Fernando costa, para a piscina funcionar “precisa de mais uma casa de banho para o pessoal”, o que “agora no final da obra é que se reparou”. “É claro que me sinto culpado e até envergonhado, e mandei fazer a casa da banho à pressa para a piscina abrir, declarou o presidente da Câmara. “Se a oposição quiser dizer que sou o culpado eu aceito, porque é lamentável”, desabafou Fernando Costa. Há dias os vereadores do Partido Socialista, António Galamba e Maria de Jesus Fernandes, solicitaram informação sobre o estado de concretização da obra da piscina, tendo em conta o início da época balnear e as expectativas da população, sublinhando o facto da piscina ser ao ar livre e por isso destinada à utilização durante os meses de Verão. António Galamba manifestou que “achámos estranho, porque foi adjudicada há muito tempo, e foi-nos dito que o projecto tinha uma lacuna, detectada pelo delegado de saúde”. Por outro lado, o vereador defendeu que seria desejável que o equipamento tivesse uma cobertura amovível, pois poderia ser utilizado todos os meses do ano e, nomeadamente, “iria permitir que jovens de São Martinho do Porto, em vez de irem para Alcobaça, pudessem ir para aquela piscina, e se rentabilizasse os dinheiros públicos investidos”. Esse é também o desejo do presidente da Junta de Salir do Porto, Abílio Luís, que lamenta o atraso de mais de um ano na abertura da piscina, cujas obras estão orçadas em um milhão e duzentos mil euros. O prolongamento da situação tem dado azo a actos de vandalismo no equipamento. A piscina oceânica é uma obra que se espera atraia bastantes visitantes à freguesia, requalificando um espaço onde se fazia uma utilização sazonal de apoio a actividades de campismo. O objectivo desta intervenção numa zona de costa, na proximidade da concha de S. Martinho do Porto, “prende-se com a necessidade de criar condições balneares e de aprendizagem da natação em boas condições de saúde pública, uma vez que a ribeira de Salir do Porto nem sempre apresenta condições para banhos”, descreve o projecto. Foi criado um complexo de piscinas descobertas, um tanque de aprendizagem para utilização de adultos com as dimensões 12,50×25,00m e um tanque de aprendizagem infantil de 8.00×16.00m. Foram igualmente criadas áreas de apoio aos utentes e público em geral, nomeadamente balneários, bar e esplanada e ainda instalações de apoio de praia para servir os banhistas. Francisco Gomes
Falta de casa de banho impede abertura de piscina de Salir do Porto
9 de Julho, 2008
“Falta uma casa de banho para a piscina de Salir do Porto poder abrir”, confessou ao JORNAL DAS CALDAS o presidente da Câmara, que se mostrou incomodado com a situação. “Eu não sabia, agora no final da obra é que se reparou. É caricato, dei dois murros na mesa, já me zanguei com pessoal da […]
Falta de casa de banho impede abertura de piscina de Salir do Porto
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