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No Centro da Juventude das Caldas da Rainha

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Projecto Bata Branca ajuda crianças a perder medo de ir ao médico Na semana passada, os espaços do Centro da Juventude das Caldas da Rainha foram transformados em Sala de Triagem, Raio-X, consultório médico, consultório dentista, enfermaria, sala de cirurgia, entre outras. Tratou-se de recriar um hospital para explicar às crianças como funcionam as unidades […]
No Centro da Juventude das Caldas da Rainha

Projecto Bata Branca ajuda crianças a perder medo de ir ao médico Na semana passada, os espaços do Centro da Juventude das Caldas da Rainha foram transformados em Sala de Triagem, Raio-X, consultório médico, consultório dentista, enfermaria, sala de cirurgia, entre outras. Tratou-se de recriar um hospital para explicar às crianças como funcionam as unidades de saúde e ajudá-las a perder medo de ir ao médico. O projecto “Bata Branca”, dinamizado por Luís Godinho, finalista da Escola Superior de Educação, e Ana Lúcia, professora, ambos da região, baseou-se na ideia de uma associação internacional de estudantes de medicina, tendo sido esta a primeira apresentação, depois de reformulado. “Pretendemos preencher uma lacuna do sistema de educação, que é a parte da prevenção, e ao mesmo tempo que crianças compreendem o funcionamento de um hospital recebem noções de cuidados básicos de saúde”, explicou ao JORNAL DAS CALDAS Luís Godinho. Num circuito montado para o efeito, criou-se a oportunidade de levar até à população mais jovem a dinâmica que envolve um hospital real. Cada criança levava um boneco que fingia estar doente. Na sala de espera, eram recebidas e preparadas para o que iriam encontrar no percurso pelo “Bata Branca” através da leitura de histórias, artes plásticas e jogos lúdicos. Na secretaria era dada a cada criança uma caderneta onde podiam registar os dados do seu boneco, a sua doença e o tratamento prescrito. Neste espaço procedia-se ainda à triagem dos doentes para que o processo fosse o mais fiel possível ao de um hospital. No consultório, os “médicos” faziam a consulta ao boneco doente e prescreviam o tratamento necessário e medidas preventivas de doença, alertando e detectando comportamentos de risco. Na enfermaria, uma equipa de “enfermeiros” cumpria o tratamento previsto, dando injecções, medicamentos e “tirando radiografias” aos doentes, enquanto explicavam às crianças como funcionavam os instrumentos médicos utilizados e que normalmente as assustam. No bloco operatório, as crianças tiveram oportunidade de observar a preparação para uma operação e adquirir informações referentes aos diferentes órgãos do corpo humano e o seu funcionamento. No consultório de medicina dentária receberam alguns conselhos de higiene oral, bem como foram dinamizadas algumas actividades que possibilitavam às crianças a aquisição de alguns conhecimentos específicos desta área. Na sala de educação para a saúde foram dadas noções sobre variados temas directamente ligados à saúde através de jogos lúdicos. Na farmácia as crianças podiam adquirir os diferentes medicamentos receitados aos seus bonecos durante a consulta. Na sala de saída os grupos terminavam a sua visita pela unidade. O espaço contou ainda com uma sala dedicada a conferências, alertando os pais para variados assuntos directamente relacionados com saúde infanto-juvenil. Entre 9 a 13 de Junho, o Centro da Juventude foi visitado por mais de 500 crianças, dos 3 aos 10 anos, de jardins-de-infância, escolas e a título particular. O evento contou com o apoio de estudantes do ensino superior e de escolas secundárias e profissionais. Francisco Gomes

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