Um nadador-salvador de Peniche resgatou com sucesso na passada sexta-feira cinco banhistas que estavam à deriva numa zona perigosa fora da concessão da Praia da Cova de Alfarroba, em Peniche, arriscando a sua própria vida perante fortes correntes marítimas. Albano Viana, 43 anos, ao serviço do projecto Seamaster, de vigilância da praias na área da capitania de Peniche, foi alertado a meio da tarde para a existência de cinco náufragos – duas raparigas de 15 e 16 anos, e três homens, numa zona onde já ocorreram várias mortes. “As duas raparigas foram levadas pela corrente e começaram a pedir socorro. Dois homens atiraram-se à água para salvá-las, mas também ficaram lá. Um rapaz foi em auxílio de todos com uma prancha de surf, que foi a tábua de salvação, porque serviu para ficarem a flutuar, apesar de ficar debaixo de água”, contou Albano Viana. “Tentaram manter a calma à espera de ajuda, até que fui alertado e dirigi-me ao local. De terra não dava para perceber a situação, mas peguei numa prancha, num cinto de salvamento e em pés de pato. Fui em direcção das cinco pessoas sem saber o que ia encontrar”, relatou o nadador-salvador. A 200 metros da costa e quando estava próximo dos náufragos, Albano Viana estabeleceu o diálogo com eles, interrogando quem se sentia sem forças, para ser imediatamente transportado pelo nadador-salvador. Uma das menores foi trazida até terra, em estado de choque. Acautelados os primeiros socorros pelo pessoal da capitania de Peniche, Albano Viana regressou de imediato para junto dos restantes banhistas, para resgatar a outra menor em cima da prancha de salvamento. O processo ia ser repetido para salvar os três homens, mas já não foi necessário trazê-los um a um, dado que a prancha sob a qual estavam assentes, com o menor peso, começou a vir à tona, o que facilitou a chegada à zona de rebentação das ondas, conseguindo chegar a terra, orientados pelo nadador-salvador. “Não me considero herói, mas acho que sou um bocado corajoso, porque é preciso ter sangue-frio para enfrentar uma situação destas, já que também estava a minha vida em risco”, comentou Albano Viana, que é formador de nadadores-salvadores e tem 26 anos de experiência. Está desde 1998 no projecto Seamaster, tendo sido o seu primeiro salvamento esta época balnear. As duas menores, oriundas de Vila Franca de Xira e Maranhais, receberam assistência no hospital de Peniche. O pai de uma delas levantou dinheiro num posto Multibanco para pagar ao nadador-salvador, que se recusou a receber qualquer verba. “Perguntei-lhe se havia algum dinheiro que pagasse a vida da filha. Ele respondeu que não havia nada e eu disse-lhe que era isso que ele iria pagar – nada”, explicou Albano Viana. As outras vítimas não chegaram a ir ao hospital. Tratava-se de um homem, na casa dos 60 anos, de Massamá, e outros dois homens, com cerca de 30 anos, de Alenquer e Carregado. Uma das vítimas encontrava-se em lua-de-mel, mas ao ver quatro pessoas a pedir socorro, pegou na prancha de surf e não hesitou em tentar salvá-las, apesar de ter deixado a esposa à beira de um ataque de nervos, ao aperceber-se da missão quase impossível. Francisco Gomes
Nadador salva cinco banhistas em aflição
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