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Um “Banquete” no CCC

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O palco do grande auditório do CCC das Caldas da Rainha recebeu, na noite de 5 de Junho, um “Banquete” muito “sui generis”, a que ninguém ficou indiferente. “Banquete” é um projecto transdisciplinar de Patrícia Portela, onde performers, videoastas, um designer de som e uma chefe de cozinha construíram, em conjunto, uma performance-ambiente. O convite […]
Um "Banquete" no CCC

O palco do grande auditório do CCC das Caldas da Rainha recebeu, na noite de 5 de Junho, um “Banquete” muito “sui generis”, a que ninguém ficou indiferente. “Banquete” é um projecto transdisciplinar de Patrícia Portela, onde performers, videoastas, um designer de som e uma chefe de cozinha construíram, em conjunto, uma performance-ambiente. O convite formulado foi para celebrar num banquete o fim da Humanidade enquanto conceito sociológico e politicamente complexo, “carregando milhares de anos de História mal resolvida às suas costas”. Segundo Patrícia Portela, o primeiro objectivo era tentar imaginar um simpósio no século XXI onde se discutiriam os grandes temas da humanidade. O evento é simultaneamente um jantar e um espectáculo num ambiente inesperado. Ao longo de duas horas e meia, os participantes são convidados a experimentar novos sabores, nem sempre do agrado do paladar de alguns. A escolha dos alimentos surge a partir de uma das principais histórias que fazem parte do projecto, sobre a recriação de uma árvore do fruto proibido. Por isso, todos os pratos estavam relacionados com uma raiz, uma planta ou uma folha. Na elaboração do projecto a chefe de cozinha, Annick Gernaey, foi fazendo as suas próprias histórias através dos pratos e a partir do que saía da imaginação de Patrícia Portela. O espectáculo já foi apresentado em 20 locais diferentes por toda a Europa, tendo vindo para Portugal este ano. O CCC recebeu a segunda representação deste evento no país. A montagem do “Banquete” é bastante demorada. “Começámos às nove da manhã a montar tudo”, avançou Patrícia Portela. São três mil adereços, para além das mesas que foram feitas de propósito. Um pianuter (um piano modificado geneticamente, concebido e interpretado por Christoph de Boeck) deu ao início ao ambiente do banquete, oferecendo uma multiplicidade de atmosferas através de mudanças subtis e minimais, fazendo viajar o som de mesa em mesa, e de regresso ao seu piano.

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