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Bombeiros das Caldas agredidos por vítima que socorriam

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Três bombeiros das Caldas da Rainha foram agredidos ao final da tarde do passado dia 2 por uma vítima que socorriam, tendo recebido murros e ameaças de morte. Um dos soldados da paz fez uma rotura numa veia do braço esquerdo e o seu sangue ficou em contacto com o do agressor, também ensanguentado devido […]
Bombeiros das Caldas agredidos por vítima que socorriam

Três bombeiros das Caldas da Rainha foram agredidos ao final da tarde do passado dia 2 por uma vítima que socorriam, tendo recebido murros e ameaças de morte. Um dos soldados da paz fez uma rotura numa veia do braço esquerdo e o seu sangue ficou em contacto com o do agressor, também ensanguentado devido à violência que protagonizava, e está agora a receber medidas de prevenção contra o HIV, hepatite e outros vírus. O caso ocorreu cerca das 19h30, no parque de estacionamento das 5 Bicas, junto ao hospital. Nuno Maria, 34 anos, Luís Santos, 29 anos, e Sérgio Pinheiro, 28 anos, constituíam a tripulação que foi prestar socorro a um homem, com idade entre os 20 e 30 anos, que se presume seja um arrumador de carros, toxicodependente, que estava caído no chão. “Na primeira abordagem foi educado e com o nosso apoio foi para dentro da ambulância, onde lhe pedimos para se deitar na maca, tendo colaborado. Como referiu que seria uma hipotensão, para medir a pressão arterial metemos-lhe a braçadeira para fazer a avaliação e a partir daí começaram os problemas”, contou ao JORNAL DAS CALDAS Nuno Maria. “De um momento para o outro alterou-se, começando a tentar atingir-me com o braço e a ofender verbalmente, alegando que estávamos a aleijá-lo, mas era a braçadeira que estava a encher normalmente como se faz no dia a dia a milhares de pessoas”, relatou. “Nunca mais tivemos controlo da situação. Eu consegui não ser atingido mas um dos meus colegas que estava na cabine da ambulância levou dois socos e até chegar a PSP, a quem alertámos, foi cacetadas e murros que ele foi dando. Já na presença da PSP, chegou a dar mais um murro noutro colega”, referiu Nuno Maria. “Disse-nos que nos apanhava em outros momentos e houve ameaças de morte”, acrescentou. A primeira regra dos bombeiros é verificar as condições de segurança para prestar socorro. Se não estão garantidas e se a vítima não permite a abordagem, não concretizam a intervenção. Deste modo, na sequência das agressões o indivíduo acabou por não ser socorrido pelos bombeiros, sendo levado pela PSP ao hospital, onde também foram assistidos dois dos bombeiros. Luís Santos recebeu gelo para os hematomas e o Sérgio Pinheiro iniciou profilaxia com retrovirais contra o HIV e hepatite. Ambos fizeram exames médico-legais em Torres Vedras. O processo vai ser enviado ao Ministério Público. Dois dos bombeiros já foram ameaçados por uma vítima que socorriam, que apontou uma arma de fogo à cabeça de um deles quando estavam dentro da ambulância, mas conseguiram desarmá-la. Francisco Gomes

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