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Jovens estudantes analisam criminalidade na cidade

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Três alunas do 12º ano da Escola Secundária Raul Proença andaram a auscultar a opinião dos cidadãos sobre a criminalidade e chegaram à conclusão de que apesar de se apontar que a criminalidade está a aumentar, mantém-se o sentimento de segurança na cidade. No âmbito da disciplina de Área de Projecto, Diana Evangelista, Nádia Gonçalves […]
Jovens estudantes analisam criminalidade na cidade

Três alunas do 12º ano da Escola Secundária Raul Proença andaram a auscultar a opinião dos cidadãos sobre a criminalidade e chegaram à conclusão de que apesar de se apontar que a criminalidade está a aumentar, mantém-se o sentimento de segurança na cidade. No âmbito da disciplina de Área de Projecto, Diana Evangelista, Nádia Gonçalves e Vanessa Santos efectuaram duzentas entrevistas – a cem homens e cem mulheres, acima dos vinte anos. “Através destes inquéritos observamos que a opinião entre homens e mulheres, face à segurança na cidade, é unânime, dado que a encaram como segura”, revelam. “Porém, quando falamos de deambular pelas ruas da cidade durante a noite, as mulheres declaram a sua insegurança, enquanto que para a maioria dos homens, caminhar durante a noite não constitui qualquer problema”, adiantam. Relativamente, à questão se alguma vez foi vítima de furtos ou de violência, a grande maioria dos inquiridos retorquiu que não. No entanto, uma quarta parte das mulheres revela que já foi roubada e até mesmo violentada. “Uma das questões que colocámos aos inquiridos relaciona-se com o facto de que se consideram a nossa polícia eficaz, ao que metade respondeu afirmativamente. Os que não concordam esclarecem-nos que a polícia chega demasiado tarde aos locais das ocorrências, quando solicitada, lamentam-se também do escasso policiamento pelas ruas, particularmente a pé, e ainda mencionam a falta de poder para actuar, uma vez que se não apanharem os infractores, em flagrante delito, nada de substancial poderem fazer”, descrevem as alunas. As estudantes referem que “numa altura em que o foco dos meios de comunicação social incidente sobre criminalidade é manifesto, considerámos importante conhecer a opinião dos cidadãos, no que respeita ao suposto sentimento da subida dos níveis de criminalidade na cidade. Tivemos a oportunidade de constatar que 87% dos questionados responderam de forma afirmativa à questão colocada”. No que concerne aos casos mais graves ocorridos na cidade, estão incluídos os frequentes assaltos a estabelecimentos comerciais, furto de malas em plena luz do dia, sendo ainda recordado um homicídio que ocorreu há vários anos nas bombas de combustível da Repsol. Quando foi pedida uma sugestão para reduzir a criminalidade, os inquiridos responderam com a necessidade de mais policiamento nas ruas, a criação de novos postos de trabalho, vídeo-vigilância, alterações no Código Penal e mais autoridade para a polícia. Em síntese, relatam, “os cidadãos inquiridos consideram a cidade das Caldas da Rainha segura. Em relação ao sentimento de insegurança e ao facto de as pessoas sentirem que a criminalidade está a aumentar tem muito a ver com o que os meios de comunicação transmitem. Pelas estatísticas, os níveis de criminalidade têm vindo a diminuir, há apenas que sublinhar um ligeiro aumento a partir de Setembro de 2007”. As alunas fazem notar que “em relação aos níveis de taxas de participação a polícia tem dados da criminalidade denunciada que pode não corresponder à realidade e há uma margem de 10% de crimes que possam acontecer que a polícia não tem conhecimento, porque as pessoas não os manifestam”. De acordo com as jovens, “os actos cometidos quando são mais simples, são praticados por pessoas residentes na cidade, quando são crimes com alguma violência e envolvem meios mais complicados são mais as pessoas de fora e A8 é uma grande escapatória”. Francisco Gomes

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