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IV Encontro de Ostomizados na Expoeste

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Decorreu no auditório da Expoeste o IV Encontro de Ostomizados, numa organização dos enfermeiros da Consulta de Estomaterapia do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR) em colaboração com a Liga de Amigos da mesma unidade. Este encontro, destinado a utentes ostomizados que frequentam a consulta de estomaterapia e aos seus familiares, ficou marcado pelos […]
IV Encontro de Ostomizados na Expoeste

Decorreu no auditório da Expoeste o IV Encontro de Ostomizados, numa organização dos enfermeiros da Consulta de Estomaterapia do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR) em colaboração com a Liga de Amigos da mesma unidade. Este encontro, destinado a utentes ostomizados que frequentam a consulta de estomaterapia e aos seus familiares, ficou marcado pelos testemunhos de vários doentes, mas também pela afirmação feita pelos profissionais de que estas pessoas podem ter uma vida quase normal sem se sentirem rejeitadas numa sociedade cada vez menos preocupada com o problema dos outros. A enfermeira Natália Santos, da consulta de Estomaterapia e do serviço de cirurgia, contou que “o número de doentes tem vindo a crescer. Cerca de 80% das causas são malignas e daí que haja uma grande taxa de mortalidade”. “Estes encontros servem para que os doentes e familiares tenham atenção aos sinais de alerta, nomeadamente a alteração dos hábitos intestinais. Habitualmente defecavam todos os dias e passaram a ficar ostomizados, ou a ter diarreias, ou a perder sangue. Isto é um sinal de alarme e devem recorrer sempre ao médico porque há qualquer coisa que não está bem”, indicou. Joaquim Urbano, médico do CHCR e membro da Liga de Amigos, referiu que a consulta de Estomaterapia “está a funcionar deste 2004 e é a única em estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde, além de ser uma das pioneiras a nível nacional”. “As pessoas com este problema têm implicações a nível psicológico e emocional, pelo que o seu encontro, quando vão buscar material, é fundamental para a troca de experiências”, manifestou. Joaquim Urbano apontou que esta doença pode ser provocada por “doenças inflamatórias do intestino ou por lesões neoplagicas, caso do cancro do cólon”. O CHCR através do serviço de gastroenterologia, tem um plano de prevenção do cancro do cólon, pelo que “é aconselhável uma cólonoscopia em pessoas com idade superior a 50 anos, ou até inferior se houver casos de familiares marcantes deste tipo de patologia. Uma detecção precoce pode significar a cura e evitar que possam desenvolver um cancro do cólon, com a amputação de parte do intestino onde está o tumor”. Natália Santos revelou que “existem 127 doentes que vão às consultas”. Para Manuela Paula, da Liga de Amigos, a entrega de material de apoio tem sido muito importante. “A Liga desde Novembro faz a distribuição e suporta 10% dos custos”, fez notar. Carlos Barroso

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