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Indignação com Jornadas Taurinas

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É mais uma vez com profunda indignação que noto que importantes instituições – nomeadamente instituições públicas, como a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a Escola de Sargentos do Exército, e instituições de solidariedade social e educativas, como a Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, o Rotary Club das Caldas da Rainha, […]

É mais uma vez com profunda indignação que noto que importantes instituições – nomeadamente instituições públicas, como a Câmara Municipal das Caldas da Rainha e a Escola de Sargentos do Exército, e instituições de solidariedade social e educativas, como a Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha, o Rotary Club das Caldas da Rainha, o Centro de Educação Especial Rainha D. Leonor, a Escola Profissional de Rio Maior e a Escola Técnica Empresarial do Oeste – estão envolvidas como apoiantes do exercício de violência gratuita e absolutamente imoral contra animais no contexto dessa aviltante actividade que é a tauromaquia. As “Primeiras Jornadas Taurinas das Caldas da Rainha” envergonham as Caldas e envergonham Portugal, um país que continua a ser refém das constantes tentativas da indústria tauromáquica para manter o país na Idade Média no que se refere à maneira como os animais são aqui vistos e tratados. Só num país por civilizar e por desenvolver é que se admite que animais sejam perseguidos, torturados e mutilados em nome do entretenimento. Só numa sociedade fechada e obtusa é que se aceita o perigoso pretexto da tradição como razão para tudo – incluindo para o que é péssimo, cruel e sanguinário. Portugal já não é assim e a maioria absoluta da sociedade portuguesa afirma-se, hoje, contrária aos valores invertidos da obscena cultura de violência que a tauromaquia representa. Os portugueses querem que Portugal seja um país evoluído e progressista onde os animais são bem tratados, são protegidos e são respeitados. Eu conto-me, da forma mais convicta que me é possível, entre esses portugueses e repudio absolutamente iniciativas como aquela que tem estado a ter lugar nas Caldas da Rainha, que fazem com que o desenvolvimento social, cultural e moral de Portugal fique atrasado e seja impedido por exercícios de barbarismo como aqueles que estão a ser promovidos naquelas que devem, na verdade, ser conhecidas e denunciadas como as “Primeiras Jornadas Sanguinárias das Caldas da Rainha”. Luís Farinha Gonçalves

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