Homem morre em incêndio em casa cheia de lixo O cadáver de um homem foi descoberto carbonizado numa vivenda em São Martinho do Porto, na madrugada da passada quarta-feira, na sequência de um incêndio de origem desconhecida. A proprietária da casa escapou à tragédia porque há dias tinha sido internada num hospital psiquiátrico, por ordem judicial, por ter sido responsável por dois incêndios na habitação, que estava cheia de lixo que ia amontoando. Eram 2.45 da manhã quando os bombeiros foram chamados para apagar as chamas no nº 58 da Rua Conde Avelar. “Devem ter começado na cave, alastraram ao rés-do-chão, cujo soalho abateu e atingiu o homem, que estaria na parte de baixo da casa. As chamas chegaram ao telhado”, disse ao JORNAL DAS CALDAS o 2º comandante, João Caçoila. O corpo estava irreconhecível e foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Leiria, para ser autopsiado. A GNR de São Martinho do Porto suspeitava tratar-se de um homem de 59 anos, pedreiro reformado, que vivia sozinho em Mata da Torre, na Nazaré. Desconhecia, no entanto, a sua ligação com a dona da casa. O filho da suposta vítima, contactada pelo JORNAL DAS CALDAS, afirmou esperar que os exames forenses possam levar à identificação do cadáver. O indivíduo foi visto durante o dia nos cafés de São Martinho a oferecer-se para pagar as despesas da clientela, apresentando-se alcoolizado. Como a casa não tinha luz, ficou de lado a hipótese de curto-circuito. “Deve ter sido um descuido com algum isqueiro ou vela”, admitiu o responsável dos bombeiros. Quinze elementos e seis viaturas da corporação participaram no combate ao fogo, que foi extinto às seis da manhã. A acumulação de lixo, que enchia todas as divisões da vivenda, facilitou a propagação das chamas. “A senhora que ali vivia tinha a mania de levar todo o lixo para dentro de casa. A Acção Social da Câmara de Alcobaça começou a acompanhá-la depois de dois incêndios por ela provocados com uma vela e apesar de camiões da autarquia terem retirado o lixo que havia, ela voltava a encher a casa. Quisemos que ela fosse para um lar, mas nunca conseguimos integrá-la, porque se recusava a ficar”, revelou Manuel Pereira, presidente da Junta de Freguesia de São Martinho. Contudo, por ordem do Tribunal, a mulher tinha sido levada pela GNR para internamento em Coimbra no Hospital Sobral Cid, especializado em psiquiatria e saúde mental. A investigação das causas do incêndio da semana passada transitou para a Polícia Judiciária. Francisco Gomes
São Martinho do Porto
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