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Descargas na Baía de São Martinho

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Vários pescadores queixaram-se ao JORNAL DAS CALDAS sobre descargas na Baía de São Martinho do Porto, alegando que vêm de uma estação elevatória junto ao cais que está sucessivamente avariada. O cheio nauseabundo e a cor negra da areia indiciam aquilo que os pescadores reclamam. Fonte da empresa Águas do Oeste referiu que a estação […]
Descargas na Baía de São Martinho

Vários pescadores queixaram-se ao JORNAL DAS CALDAS sobre descargas na Baía de São Martinho do Porto, alegando que vêm de uma estação elevatória junto ao cais que está sucessivamente avariada. O cheio nauseabundo e a cor negra da areia indiciam aquilo que os pescadores reclamam. Fonte da empresa Águas do Oeste referiu que a estação elevatória não lhe pertence, mas sabe que há reclamações acerca daquele equipamento. Em comunicado, o Pelouro do Ambiente da Câmara de Alcobaça transmitiu que “o Município não teve conhecimento de qualquer descarga” e ressalva que “ainda esta manhã (dia 8 de Maio) estiveram no local engenheiros da autarquia e não registaram qualquer ocorrência”. O vereador da CDU, Rogério Raimundo, que levou este assunto à reunião de executivo, interpelou a Câmara no sentido de “ter registos de descontentamentos, porque se anunciou que a obra da marginal acabaria com a despoluição e houve descargas poluidoras dos esgotos, junto ao cais em frente à estação elevatória e, de novo, na Vala Real na zona dos Medros”. Aproveitando este problema ambiental os pescadores reclamaram também por uma intervenção na Baía, já que o assoreamento visível dificulta a chegada de barcos ao cais, o que faz fugir os pescadores para a Nazaré. Relativamente às dragagens, o Pelouro do Ambiente relembrou que “foi efectuada há cerca de quatro anos uma dragagem na baía e obras deste porte não podem ser efectuadas todos os anos”. De qualquer forma, acrescenta que esta tarefa “deve envolver outras entidades como o Instituto Portuário e o INAG (antigo responsável), uma vez que são as entidades com jurisdição para tal”, esclarece. Já Rogério Raimundo descreve que “o assoreamento da barra e junto ao cais piorou, o que torna impossível a atracagem de embarcações em maré baixa”, invocando a resposta de Gonçalves Sapinho, presidente da Câmara de Alcobaça, que lhe terá dito que está “a pressionar o INAG” para solucionar o problema. Carlos Barroso

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