Opinião

“Hospital do Oeste, nascer, apanhar o comboio e esperar”

Artigo 166.º do Orçamento do Estado 2026. Aquele momento mágico em que se decide que a saúde em Portugal vai finalmente ganhar realidade, em versão touring mix, distribuída por concelhos como quem entrega folhetos na feira.

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E nas Lajes? Acordo ou ocupação?

A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, e o sequestro de Maduro, depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e do genocídio do povo palestiniano em Gaza por Israel, confirma a impossibilidade de fazer valer o Direito Internacional. Ultrapassado o primeiro quartel do século XXI, voltámos à ordem estabelecida no primeiro quartel do século XIX, com o mundo dividido em zonas de influência e sujeito ao expansionismo territorial.

Francisco Martins da Silva1

Orçamento, estratégia e cem euros para sonhar

Entramos num novo ano com o Orçamento da Câmara aprovado. À primeira vista, boas notícias. Mas como já é hábito nas Caldas, convém não ficar pela capa, porque o conteúdo traz sempre surpresas.

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Greve? Oh!

Os governos sempre foram incapazes de conceder espontaneamente melhorias a quem trabalha. Espontaneamente, hoje como ontem, os governos apenas retiram direitos. Por vezes, só porque sim, porque acham que podem, como neste Pacote Laboral da AD, que, sem que ninguém o tenha exigido, pretende facilitar o despedimento, eliminar a reintegração, autorizar o outsourcing, reclassificar a função do trabalhador com redução do salário, transformar o banco de horas num expediente para não haver pagamento de horas extraordinárias, eternizar o contrato a prazo e a precariedade e viabilizar a caducidade da contratação colectiva.

Francisco Martins da Silva1

Promessas em relvado: A juventude que treina fora de casa

Nas Caldas, algumas coisas parecem repetidas em loop. Obras à pressa, promessas eleitorais e comunicados que nunca chegam. Como o Caldas Sport Clube (CSC), que teve de jogar em Torres Vedras, no campo do eterno rival, não por castigo ou estratégia, mas por causa do relvado.

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O perigo invisível dos emails “engraçados”

Há comportamentos insidiosos nos locais de trabalho que não aparecem em relatórios nem se medem em métricas de produtividade. Um deles é a cumplicidade disfarçada de humor: aquela sequência de emails "engraçados", piadas e anedotas que certos colaboradores enviam às chefias e aos seus pares, fora de qualquer contexto profissional.

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Pai Natal

A minha família costumava reunir-se todos os anos para a consoada em casa da minha avó. Ela tinha uma daquelas mesas compridas e dois bancos de madeira maciça que, apesar de não proporcionarem grande conforto, permitiam a todos participar da farta refeição sempre muito próximos uns dos outros. Por vezes, demasiado próximos, visto que era sempre mal calculado quantos rabos se deviam sentar em cada banco. Mas não era na mesa que eu ficava mais tempo. O que mais valorizava era a brincadeira com os meus primos.

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“O Homem, o Poder e o Abraço de Natal”

Nesta semana de natal, apetece olhar para o poder. Ou melhor, para um homem só. Adorado por muitos, considerado bom por quase todos, e que se apresenta como a própria personificação do diálogo e da ponderação. Abraços, sorrisos, palavras medidas. É assim que o conhecemos, é assim que gostamos de acreditar.

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Eurovisão em guerra

Desde criança que gosto de ver a Eurovisão. A música sempre fez parte da minha vida e era fascinante ver o que cada país, com as suas peculiaridades culturais, trazia ao palco para os representar. Nunca tinha grandes esperanças na vitória de Portugal. Não havia referências para isso. Só em 2017 o Salvador Sobral mudou esse paradigma.

Foto Dario JC1

Não alimente o Troll

Os trolls das redes sociais são utilizadores que procuram provocar reações emocionais, gerar conflitos e semear desinformação ou discórdia. Nem sempre agem por convicção: frequentemente fazem-no apenas por "diversão", ressentimento, ideologia ou simplesmente para testar limites. Saber lidar com eles é essencial para manter um ambiente digital saudável e para proteger a nossa própria sanidade mental.

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Deve ser para os apanhados

Há várias coisas que me preocupam nesta geração de crianças. Já todos sabemos como não conseguem largar o telemóvel, como são expostas a tanto conteúdo inseguro nas redes sociais e, para piorar, o avanço da inteligência artificial parece trazer-lhes inúmeros perigos. Inclusive para as suas vidas.

Foto Dario JC1

Paz à mesa

Se há duas coisas que nós, os portugueses, valorizamos, são comida e paz. Comida com fartura, para podermos estar em paz, e paz à nossa volta para podermos saborear boa comida sem pressas.

Foto Dario JC1

Angola: a vitória é certa!

Após meio-século de independência, a expressão “Pelo menos como no tempo do colono”, corrente entre os angolanos com menos de 45 anos, que não têm traumas coloniais e vêem Portugal apenas com pragmatismo, é o indicador mais eloquente de que a concretização de uma Angola desenvolvida, democrática e igualitária, ainda não aconteceu e não é para já. Não se trata de saudosismo. É tão-só a constatação da incapacidade dos dirigentes actuais de fazer pelo menos igual ao que havia antes da “dipanda” — termo angolano que, talvez num misto de ironia e fatalismo, é a corruptela realista que substitui a idealizada “independência”.

Francisco Martins da Silva1

Oeste Azul – Saúde, Sustentabilidade e Inteligência Territorial (3)

Este artigo encerra a trilogia iniciada com A Cidade que Nasceu para Cuidar – a origem histórica e ética de uma cidade nascida do gesto solidário de D. Leonor – e continuada em Entre o Custo Político e o Preço do Desperdício, onde se revelou o bloqueio estrutural e o desperdício sistémico que corroem a saúde pública. Esta terceira parte propõe a síntese civilizacional: transformar o Oeste na primeira Zona Azul da Europa Continental, onde a saúde, a sustentabilidade e a inteligência territorial convergem num modelo vivo de desenvolvimento humano.

Jose Filipe Soares1

Rainha Dona Leonor de Avis: memória, ação e legado

Celebrar a memória da Rainha Dona Leonor de Avis é mais do que um ato de cidadania e um exercício histórico — é um ato de reconhecimento da profundidade ética e cultural de uma mulher que moldou Portugal. Num tempo em que a memória coletiva se dilui na velocidade do presente, evocar figuras como Dona Leonor de Avis é reafirmar o valor da consciência histórica como fundamento da nossa identidade. A sua vida convida-nos a refletir sobre o papel da mulher na construção do Estado moderno, sobre a relação entre poder e serviço público, e sobre a capacidade de transformar dor pessoal em ação pública.

nicolau

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