Rui Calisto

Impressões de 1907

Matthew entra na estação do Rossio, na mão direita o bilhete para Caldas da Rainha, na esquerda o volume “Notas de Viagem – Paris e a Exposição Universal (1878-1879)”, de Ramalho Ortigão. O seu intuito é, somente, o de rever a Vila, que é afamada graças às Termas e, quem sabe, aproveitar um pouco daquelas águas para debelar alguns incómodos respiratórios, reumáticos e músculo-esqueléticos.

José Mattoso

Desde 1968, com o surgimento da tese de doutoramento: “Les Monastères de la Diocèse du Porto de l’an mille à 1200”, até este 2023, a historiografia portuguesa contou com um investigador que abriu inúmeros caminhos para importantes descobertas acerca da História Medieval, ajudando a clarificar - para minha imensa satisfação - incontáveis itinerários de exploração, inclusive sobre a vila de Óbidos, assim como em relação a outros concelhos régios medievais da região Oeste.

Cidade-dormitório

Apesar da autopromoção constante, nos meios de comunicação - por parte do executivo da Câmara Municipal - Caldas da Rainha continua a ser uma singela localidade perto de Óbidos, com pouca atratividade cultural e nenhuma graça estética.

“Ruy, a história devida”

O Senhor Teatro esteve em Óbidos, no auditório municipal da Casa da Música, com o espetáculo assinalado em epígrafe, e a minha pena, sensatamente, não poderia deixar passar em branco esse memorável acontecimento.

Francisco de Almeida Grandella

Maçon. Iniciado no ano de 1910, e integrado na Loja José Estevão, do Grande Oriente Lusitano, sob o nome “Pilatos”, praticou uma Maçonaria de apoio aos mais vulneráveis, respeitando o tríptico: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Fundou a Caixa Previdente do Futuro (1883); construiu dezoito escolas primárias e uma creche; edificou o Bairro Grandella na Capital portuguesa, para oferecer boas condições de moradia aos seus funcionários; ofereceu-lhes assistência médica e proteção social; estabeleceu, a todos, sem exceção, um dia de descanso semanal (domingo); consagrou-lhes uma semana de férias (remunerada e anual), e constituiu a Casa do Povo na Foz do Arelho.

Gestão sem estratégia

O atual executivo da Câmara Municipal das Caldas da Rainha já nos brindou com uma série de promessas não cumpridas. Entre muitas, cito a da não realização de eventos no Parque D. Carlos I. Este emblemático espaço vem sofrendo com os continuados maus tratos, porém, é algo que não preocupa os autarcas, pois tudo o que é relacionado ao Ambiente só possui real interesse se for possível agregar uma festarola.

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Raul Proença

A história de um concelho pode ser anunciada como motor impulsor do turismo se as Câmaras Municipais investirem na preservação do património cultural material que possuem. O que não acontece nas Caldas da Rainha.

Peças de colecionador

No dia 31 de maio decorreu a abertura da exposição “Nove capas para o Zeca”, de José Santa-Bárbara, na Sala Polivalente da Biblioteca da Escola Superior de Artes e Design em Caldas da Rainha (ESAD.CR), sob curadoria de Abel Rosa.

“Poesia com Luz”

A fotógrafa Odete Frazão inspirou-se na poesia de Afonso Lopes Vieira (1878-1946) para compor a magnífica exposição assinalada em epígrafe, patente, desde o dia 20 de maio, na agradabilíssima Casa de Chá MOMO Sweets & Tea, nas Caldas da Rainha.

Concerto “Nocturnos”

Recentemente, no Santuário do Senhor Jesus da Pedra, em Óbidos, o Coro & Orquestra da Academia de Música de Óbidos apresentou o espetáculo anunciado em epígrafe.

Absorver o vazio

Atualmente, o ato de consumir define aquilo que conhecemos como felicidade. Poucos são os que admiram o por do sol ou o deslumbre do seu nascimento. O humano atual não olha para o céu, ou acima da linha do horizonte, a sua visão estanca na altura do umbigo, o que o faz pensar pequeno, quase rasteiro.

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Concordar com o que é certo

Sempre me causou uma certa estranheza o facto de existirem tantos “treinadores de bancada”. Aqueles indivíduos que “sabem tudo” e, por assim acreditarem, escondem-se atrás da tela do computador e lançam venenos para todos os lados, porém, quando são confrontados na rua, colocam a cabeça abaixo da linha da humilhação e seguem o seu caminho, sem emitir um ligeiro pio.

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Gestão nórdica

As próximas eleições autárquicas ainda estão a alguma (pouca) distância, porém, o cenário que se coloca diante de todos é o da necessidade de novos protagonistas na Câmara Municipal das Caldas da Rainha, pois os atuais não demonstram estofo (trabalho feito) suficiente que lhes permita uma continuação.

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Pavões

Recentemente deparei-me, nas minhas redes sociais, com um informativo que muito me fez pensar. Durante os quatro anos do meu mandato como deputado da União de Freguesias de Caldas da Rainha – N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório (2017-2021) nunca tive conhecimento de nenhum abaixo-assinado acerca do que quer que fosse, muito menos um daquele teor.

Água das Caldas

A investigação cuidada traz-nos sempre boas-novas e inúmeras curiosidades. Recentemente, em renomado arquivo brasileiro, encontrei uma singular informação acerca da água termal de Caldas da Rainha, substância muito desejada, nos idos do século XIX, em terras de Vera Cruz.

In Memoriam

Era cedo. Uma manhã diferente, com algum tempo para uma distração poética e um devaneio atlético. Acabara de chegar às Caldas da Rainha. Dias haviam passado sem olhar para as suas vergonhas, e ali estavam elas, escarrapachadas, em ruas, avenidas e praças, boquiabertas de imundície, assoberbadas de promessas vãs e disparates pueris.

Apreciação

O analítico é aquele ser que analisa a arte, ou a vida, de um modo geral, emitindo uma opinião ou um juízo de valor daquilo que observa e deduz. Geralmente é mal visto pelos políticos, pois - se for imparcial, como se deseja - é o indivíduo que vai colocar a nu as imperfeições dessa classe. Um perigo nos dias que correm. Afinal, os eleitos possuem uma sede inimaginável por parecerem imaculados.

E agora CCC?

Será que o Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha perderá a caraterística regional com a chegada do novo diretor/programador? Creio que não. Nada se alterará, no seu modus operandi, se o atual arquétipo de gestão permanecer.

Praças decadentes

As praças da fruta e do peixe, em Caldas da Rainha, estão em franca decadência. A maioria dos vendedores acredita, inclusive, que com a abertura da nova superfície comercial, no centro da cidade, será muito difícil continuarem a trabalhar.

A política e o conhecimento

As ideias são perigosas, e quem as tem é – inevitavelmente - um alvo a abater. Essa frase poderia ter sido pensada por um político, num momento reflexivo, enquanto jantava à custa do contribuinte. Não só essa, centenas delas. Todas as possíveis, que demonstrem o asco que a maioria dos políticos possui dos seres que pensam.

Amargurada Cultura

A Cultura, neste 2022, dispõe de um orçamento que continua a representar menos de 0,3% do Orçamento de Estado. Além desta catástrofe, que atrofia o desenvolvimento intelectual da população, uma boa parcela dos municípios que conheço contam com fragilíssimos vereadores na respetiva pasta. Tudo indica que são escolhidos a dedo pelo presidente da Câmara, não para alavancar o progresso do setor, mas apenas para “dar emprego a um amigo”.

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