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Francisco Martins da Silva

O dilema de segurança e as limitações da ONU

Assiste-se novamente à corrida às armas e à pujança da indústria de defesa. Aos grandes países produtores de armamento, como os Estados Unidos, China, Rússia, França ou Israel, têm-se juntado outros, sobretudo Turquia e Coreia do Sul. Dirigentes políticos e politólogos dizem que é preciso prepararmo-nos para a guerra, argumentando que se nos armarmos dissuadiremos o possível agressor. Esta falácia legitima a escalada.

Francisco Martins da Silva

A ignorada catástrofe do Sudão

As guerras que impressionam o Ocidente acontecem na Ucrânia e em Gaza, mas a que continua a causar mais vítimas em termos absolutos é a do Sudão. Desde Abril de 2023, as forças armadas sudanesas que depuseram a ditadura violenta de Omar al-Bashir e uma milícia árabe, ambas com importantes apoios internacionais, lutam pelo poder.

Francisco Martins da Silva 1

O dilema de segurança e as limitações da ONU

Assiste-se novamente à corrida às armas e à pujança da indústria de defesa. Aos grandes países produtores de armamento, como os Estados Unidos, China, Rússia, França ou Israel, têm-se juntado outros, sobretudo Turquia e Coreia do Sul. Dirigentes políticos e politólogos dizem que é preciso prepararmo-nos para a guerra, argumentando que se nos armarmos dissuadiremos o possível agressor. Esta falácia legitima a escalada.

Francisco Martins da Silva

A ignorada catástrofe do Sudão

As guerras que impressionam o Ocidente acontecem na Ucrânia e em Gaza, mas a que continua a causar mais vítimas em termos absolutos é a do Sudão. Desde Abril de 2023, as forças armadas sudanesas que depuseram a ditadura violenta de Omar al-Bashir e uma milícia árabe, ambas com importantes apoios internacionais, lutam pelo poder.

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O dilema de segurança e as limitações da ONU

Assiste-se novamente à corrida às armas e à pujança da indústria de defesa. Aos grandes países produtores de armamento, como os Estados Unidos, China, Rússia, França ou Israel, têm-se juntado outros, sobretudo Turquia e Coreia do Sul. Dirigentes políticos e politólogos dizem que é preciso prepararmo-nos para a guerra, argumentando que se nos armarmos dissuadiremos o possível agressor. Esta falácia legitima a escalada.

A ignorada catástrofe do Sudão

As guerras que impressionam o Ocidente acontecem na Ucrânia e em Gaza, mas a que continua a causar mais vítimas em termos absolutos é a do Sudão. Desde Abril de 2023, as forças armadas sudanesas que depuseram a ditadura violenta de Omar al-Bashir e uma milícia árabe, ambas com importantes apoios internacionais, lutam pelo poder.

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Greve? Oh!

Os governos sempre foram incapazes de conceder espontaneamente melhorias a quem trabalha. Espontaneamente, hoje como ontem, os governos apenas retiram direitos. Por vezes, só porque sim, porque acham que podem, como neste Pacote Laboral da AD, que, sem que ninguém o tenha exigido, pretende facilitar o despedimento, eliminar a reintegração, autorizar o outsourcing, reclassificar a função do trabalhador com redução do salário, transformar o banco de horas num expediente para não haver pagamento de horas extraordinárias, eternizar o contrato a prazo e a precariedade e viabilizar a caducidade da contratação colectiva.

Públicos em vez de cidadãos

Yves Citton, professor de Literatura e Media, na Universidade Paris 8 Vincennes - Saint-Denis e co-director da revista Multitudes, acaba de publicar em França, pela AOC, “La Machine à Faire Gagner les Droites”, que explica a ascensão generalizada da extrema-direita e é uma proveitosa oportunidade de, ao longo de 228 páginas, desenferrujarmos a tão secundarizada língua francesa. Este livro desenvolve a ideia de que há uma complexa infra-estrutura mediática que favorece e promove a aceitação dos partidos hostis aos valores democráticos e que têm como missão o ataque ao Estado de direito e a promoção de sistemas autoritários.

Angola: a vitória é certa!

Após meio-século de independência, a expressão “Pelo menos como no tempo do colono”, corrente entre os angolanos com menos de 45 anos, que não têm traumas coloniais e vêem Portugal apenas com pragmatismo, é o indicador mais eloquente de que a concretização de uma Angola desenvolvida, democrática e igualitária, ainda não aconteceu e não é para já. Não se trata de saudosismo. É tão-só a constatação da incapacidade dos dirigentes actuais de fazer pelo menos igual ao que havia antes da “dipanda” — termo angolano que, talvez num misto de ironia e fatalismo, é a corruptela realista que substitui a idealizada “independência”.

Prejudicadas também por serem mães

Segundo o “Relatório sobre o progresso da igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional 2024”, referente ao quinquénio 2020-2024, elaborado pela CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) e disponibilizado na respectiva página, os mais variados empregadores comunicaram que não iriam renovar um contrato de trabalho a termo ou pretendiam despedir mulheres grávidas, puérperas, lactantes, ou pessoas em gozo de licença parental ou cuidadoras. Estas comunicações, obrigatórias pelo Código de Trabalho, somaram mais de duas mil, só em 2024, o pior ano em número de despedimentos, e têm vindo a subir paulatinamente desde 2020 — 1366 em 2021, 1625 em 2022 e 1917 em 2023.

O dilema de segurança e as limitações da ONU

Assiste-se novamente à corrida às armas e à pujança da indústria de defesa. Aos grandes países produtores de armamento, como os Estados Unidos, China, Rússia, França ou Israel, têm-se juntado outros, sobretudo Turquia e Coreia do Sul. Dirigentes políticos e politólogos dizem que é preciso prepararmo-nos para a guerra, argumentando que se nos armarmos dissuadiremos o possível agressor. Esta falácia legitima a escalada.

Francisco Martins da Silva

O dilema de segurança e as limitações da ONU

Assiste-se novamente à corrida às armas e à pujança da indústria de defesa. Aos grandes países produtores de armamento, como os Estados Unidos, China, Rússia, França ou Israel, têm-se juntado outros, sobretudo Turquia e Coreia do Sul. Dirigentes políticos e politólogos dizem que é preciso prepararmo-nos para a guerra, argumentando que se nos armarmos dissuadiremos o possível agressor. Esta falácia legitima a escalada.

A ignorada catástrofe do Sudão

As guerras que impressionam o Ocidente acontecem na Ucrânia e em Gaza, mas a que continua a causar mais vítimas em termos absolutos é a do Sudão. Desde Abril de 2023, as forças armadas sudanesas que depuseram a ditadura violenta de Omar al-Bashir e uma milícia árabe, ambas com importantes apoios internacionais, lutam pelo poder.

Vida de telemóvel

Enquanto a inteligência artificial (IA) não passou de tema mirabolante do cinema de ficção científica distópica, fartámo-nos de rir.

Vã objecção identitária ou o inevitável hibridismo cultural

A História é feita do encontro, confronto e mistura de culturas. E a cultura é reactiva aos momentos históricos, incorpora-os e condiciona-os. A actual diabolização da apropriação cultural ignora que não há culturas autênticas.

O grande concerto das festas da cidade

A noite caldense de 13 de Maio, no âmbito das festas da cidade, proporcionou-nos mais uma óptima exibição da Banda do Comércio e Indústria, desta vez enquadrando duas maravilhosas cantoras, a nossa Júlia Valentim e Sofia Escobar, e dois virtuosos tocadores de gaita-de-foles, Joaquim António Silva e sua filha Margarida (não se percebe por que razão estes nomes não foram referidos no programa).

martins

Salazar seria woke

É importante o debate acerca do peso das palavras, ou de quaisquer formas de expressão, e do seu potencial ofensivo e prejudicial para diferentes grupos.

A vez dos professores

Há momentos nas nossas vidas em que a Medicina e a Enfermagem são indispensáveis e decisivas; mas que médicos e enfermeiros haveria sem professores? A Justiça é também importantíssima; mas pode haver juízes e advogados sem professores? O mesmo para arquitectos, engenheiros, maquinistas, aviadores, rabequistas ou hortifruticultores… ou professores. Não há país sem professores. Os professores estão antes de tudo, numa sociedade desenvolvida.

Ah, as reuniões…

Reuniões. Se havia algo que lhe causava um reflexo de repulsa e rejeição era a palavra “reunião” ― tédio, perda de tempo, conversa fiada, patético concurso de vulgaridade opinativa, penosa exibição de narcisismos e pequenos poderes irrelevantes. (Mar de Nuvens, Lisboa, 2014, RCP Edições, p. 67)

É só o poder

Consciente da bomba-relógio que foi accionada em 2019 pela recusa de calendarizar a contagem do tempo de serviço dos professores, o governo saiu-se com uma manobra de diversão impossível de ignorar — nova legislação que visa estender o franchising do compadrio, modelo de traficância em que os nossos governantes parecem sempre tão desenvoltos, à contratação de professores.

Encruzilhada sindical

Aos professores cabe também exemplificar a democracia.

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