Dario Martinho

Autarquias com futuro

Vivemos tempos em que é mais difícil ter uma perspetiva positiva em relação ao futuro. Eu gosto de continuar com o meu otimismo quase ingénuo, embora às vezes pareça melhor aceitar que isto vai tudo acabar. Mas quando chegam as autárquicas, temos ânimo. Os grandes problemas do mundo podem continuar, mas vamos ter mais uma rotunda.

Foto Dario JC 1

A ameaça da flotilha

Desde que a flotilha partiu em direção a Gaza, as opiniões dividiram-se. Uns são a favor, outros contra, mas todos reconhecem a importância desta missão, que ensinou aos portugueses que um conjunto de barcos chama-se flotilha.

Foto Dario JC

Um atraso de tempo

Na madrugada do último domingo de outubro chega o ritual que anuncia o inverno. Ainda não está tempo para ir buscar os lençóis de flanela, começar a beber chocolate quente, e, por favor, não coloque já as luzes de Natal. Chegou a hora de recuar uma hora no tempo.

Autarquias com futuro

Vivemos tempos em que é mais difícil ter uma perspetiva positiva em relação ao futuro. Eu gosto de continuar com o meu otimismo quase ingénuo, embora às vezes pareça melhor aceitar que isto vai tudo acabar. Mas quando chegam as autárquicas, temos ânimo. Os grandes problemas do mundo podem continuar, mas vamos ter mais uma rotunda.

Foto Dario JC 1

A ameaça da flotilha

Desde que a flotilha partiu em direção a Gaza, as opiniões dividiram-se. Uns são a favor, outros contra, mas todos reconhecem a importância desta missão, que ensinou aos portugueses que um conjunto de barcos chama-se flotilha.

Foto Dario JC

Autarquias com futuro

Vivemos tempos em que é mais difícil ter uma perspetiva positiva em relação ao futuro. Eu gosto de continuar com o meu otimismo quase ingénuo, embora às vezes pareça melhor aceitar que isto vai tudo acabar. Mas quando chegam as autárquicas, temos ânimo. Os grandes problemas do mundo podem continuar, mas vamos ter mais uma rotunda.

Foto Dario JC 1

A ameaça da flotilha

Desde que a flotilha partiu em direção a Gaza, as opiniões dividiram-se. Uns são a favor, outros contra, mas todos reconhecem a importância desta missão, que ensinou aos portugueses que um conjunto de barcos chama-se flotilha.

Foto Dario JC

Pai Natal

A minha família costumava reunir-se todos os anos para a consoada em casa da minha avó. Ela tinha uma daquelas mesas compridas e dois bancos de madeira maciça que, apesar de não proporcionarem grande conforto, permitiam a todos participar da farta refeição sempre muito próximos uns dos outros. Por vezes, demasiado próximos, visto que era sempre mal calculado quantos rabos se deviam sentar em cada banco. Mas não era na mesa que eu ficava mais tempo. O que mais valorizava era a brincadeira com os meus primos.

Eurovisão em guerra

Desde criança que gosto de ver a Eurovisão. A música sempre fez parte da minha vida e era fascinante ver o que cada país, com as suas peculiaridades culturais, trazia ao palco para os representar. Nunca tinha grandes esperanças na vitória de Portugal. Não havia referências para isso. Só em 2017 o Salvador Sobral mudou esse paradigma.

A fase interminável da adolescência

Durante muito tempo senti-me deslocado neste mundo. Não que sentisse que tivesse sido enviado por uma figura alienígena. Era o mundo que não me compreendia. Mas logo vamos descobrindo aos poucos que é tudo normal. É apenas a fase da adolescência.

Em português é mais barato

Chego a um restaurante em Lisboa com alguns colegas de trabalho. Sou o único português no grupo e os meus colegas cumprimentam o empregado de mesa com um saudoso Good Evening. O homem retribuiu com um simpático sorriso. Entro e digo “boa tarde” — em bom português — e vejo que ele me olha de forma diferente e acena com a cabeça. Como se estivesse a dar um sinal de que entendeu exatamente o que eu quis dizer com aquele “boa tarde”.

Deve ser para os apanhados

Há várias coisas que me preocupam nesta geração de crianças. Já todos sabemos como não conseguem largar o telemóvel, como são expostas a tanto conteúdo inseguro nas redes sociais e, para piorar, o avanço da inteligência artificial parece trazer-lhes inúmeros perigos. Inclusive para as suas vidas.

Paz à mesa

Se há duas coisas que nós, os portugueses, valorizamos, são comida e paz. Comida com fartura, para podermos estar em paz, e paz à nossa volta para podermos saborear boa comida sem pressas.

A fase interminável da adolescência

Durante muito tempo senti-me deslocado neste mundo. Não que sentisse que tivesse sido enviado por uma figura alienígena. Era o mundo que não me compreendia. Mas logo vamos descobrindo aos poucos que é tudo normal. É apenas a fase da adolescência.

Em português é mais barato

Chego a um restaurante em Lisboa com alguns colegas de trabalho. Sou o único português no grupo e os meus colegas cumprimentam o empregado de mesa com um saudoso Good Evening. O homem retribuiu com um simpático sorriso. Entro e digo “boa tarde” — em bom português — e vejo que ele me olha de forma diferente e acena com a cabeça. Como se estivesse a dar um sinal de que entendeu exatamente o que eu quis dizer com aquele “boa tarde”.

Deve ser para os apanhados

Há várias coisas que me preocupam nesta geração de crianças. Já todos sabemos como não conseguem largar o telemóvel, como são expostas a tanto conteúdo inseguro nas redes sociais e, para piorar, o avanço da inteligência artificial parece trazer-lhes inúmeros perigos. Inclusive para as suas vidas.

Paz à mesa

Se há duas coisas que nós, os portugueses, valorizamos, são comida e paz. Comida com fartura, para podermos estar em paz, e paz à nossa volta para podermos saborear boa comida sem pressas.

Energia masculina

Hoje acordei com aquele alarme biológico que nos arranca da cama: xixi. Só que desta vez fi-lo sentado. Levanto-me, olho para a minha cara no espelho e vejo que preciso urgentemente de um creme hidratante. Chego à cozinha, olho pela janela e vejo que está um belo dia para um brunch.

A visita dos três Salazares

Durante mais de 50 anos, o nome Salazar tinha ficado no passado do povo português. Acabada a ditadura, vivia-se em liberdade. Mas o que poucos sabiam é que o espírito de Salazar poderia voltar para visitar quem o invocasse no Parlamento.

Um atraso de tempo

Na madrugada do último domingo de outubro chega o ritual que anuncia o inverno. Ainda não está tempo para ir buscar os lençóis de flanela, começar a beber chocolate quente, e, por favor, não coloque já as luzes de Natal. Chegou a hora de recuar uma hora no tempo.

Para onde vai a inteligência?

É a grande oportunidade e, ao mesmo tempo, a grande ameaça do nosso tempo. A humanidade avançou tanto na sua inteligência que sentiu a necessidade de expandir e criar uma inteligência artificial. Mas enquanto se discutem os perigos da IA, o que acho mais perigoso é ver para onde está a ir a nossa inteligência humana.

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