Caldas Beer Fest reforça ligação com a comunidade estrangeira

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A 3ª edição do Caldas Beer Fest 2026 contou com um layout melhorado e voltou a ser um sucesso, reunindo centenas de visitantes, incluindo muitos estrangeiros que residem em Caldas da Rainha e na região, e que já fazem deste evento uma presença obrigatória.

O festival reuniu 13 marcas de cerveja artesanal: Hopsin, Brighops, St. Bernardus, Andsome Beer, Cerveja Netus, Sol da Sico, Cerveja Bordallo, Dois Corvos, Cerveja Rima, Cerveja Xarlie, Mean Sardine, Malaica e Degrau.

Para muitos residentes de diferentes nacionalidades que escolheram a região para viver, o festival tornou-se um ponto de encontro e convívio. É o caso de Ricky Elvis, dos Estados Unidos da América, que considera o evento “espetacular, com um ambiente confortável, especialmente por ainda ser inverno e estar frio lá fora, boa música para passar um bom bocado e street food que apreciamos”. Engenheiro informático a trabalhar remotamente, escolheu o Nadadouro para viver por ser um local tranquilo, com vista para a lagoa e perto da cidade.

Também James Woolston, de Inglaterra, que vive na Lourinhã, marcou presença com uma banca onde apresentou 11 tipos de cerveja. “Estamos cá desde a primeira edição e é espetacular. Temos uma ótima impressão da organização porque não parece um evento feito para gerar lucro, mas sim para o bem da comunidade. Já participámos em vários festivais de cerveja e, para mim, este é o melhor. Há muitos estrangeiros, mas também muito público local, o que torna o festival ainda mais interessante”, contou.

Na cerimónia de abertura do festival, realizada a 27 de fevereiro, o vice-presidente da autarquia, Joaquim Beato, desejou que o evento “cumpra a sua missão de animar dar alegria às pessoas”. Sublinhou ainda a importância de momentos como este para a comunidade, destacando a “qualidade do espaço que acolhe o festival e valorizando a presença dos artesãos que ali mostram o seu saber e o seu fazer”.

O secretário-geral da Associação Empresarial da Região Oeste (AIRO), Sérgio Félix, agradeceu também o apoio do Município, que considera fundamental para o crescimento do festival. Segundo referiu, o evento contribui não só para dinamizar a economia local, mas também para promover o encontro entre famílias de várias zonas do país, que aqui se reúnem para provar “o melhor da cerveja artesanal”.

O coordenador de eventos da AIRO, Luís Ferreira, destacou que a principal novidade desta edição foi o novo layout do recinto, reformulado com base no feedback recolhido nas edições anteriores. O espaço passou a estar dividido em duas áreas, uma zona lúdica, dedicada à música, luz e convívio, e uma zona comercial, com os cerca de quarenta artesãos e empreendedores. O responsável sublinhou ainda a inclusão de um espaço de workshops de artes e ofícios, dirigido sobretudo às famílias, onde crianças e adultos puderam participar em atividades criativas ao vivo. Segundo explicou, este modelo responde também “ao perfil do público do festival, muito marcado por residentes estrangeiros da região que apreciam cerveja artesanal e procuram experiências culturais e de lazer que reforcem a sua ligação à comunidade”.

 

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