Em palco estarão seis músicos, incluindo os caldenses Tó Freitas e Joana Rodrigues, convidados especiais que participarão em alguns temas.
JOrge ROSA, que reside nas Caldas da Rainha há dois anos, garante que o público pode esperar “uma música híbrida, muito ritmada, difícil de ouvir sentado”, numa viagem sensorial em que a percussão transcende os seus limites tradicionais.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, JOrge ROSA explicou que toca “uma música de matriz angolana, mas que encontra elementos clássicos, jazz e referências do mundo ocidental”. “É uma música aberta, com muitas claves rítmicas. Tenho a certeza de que o público vai sentir essa energia”, acrescenta.
O espetáculo terá cerca de uma hora e meia e incluirá “semba, kizomba e outros ritmos angolanos, sempre com uma forte componente de percussão”.
A banda que o acompanha integra músicos de renome internacional, entre eles Joãozinho Morgado, percussionista responsável por vários sucessos da música popular angolana, que o artista descreve como “um imbondeiro da música do mundo”, reconhecido de Cabo Verde ao Brasil e dos Estados Unidos à China.
Outro nome de destaque é o saxofonista Nanuto Fendes, considerado um dos maiores saxofonistas africanos da atualidade e que acompanhou Luís Represas durante vários anos. “Não é sempre que estes músicos se juntam. É uma oportunidade rara para as Caldas da Rainha”, afirma.
A ligação de JOrge ROSA às Caldas da Rainha começou na rua, onde tocou durante meses, conquistando rapidamente a comunidade. “Fui muito bem recebido. O presidente da Câmara conheceu-me na rua, o Padre João também. Os comerciantes ofereciam-me chá e apoio. Essa experiência marcou-me profundamente”, recorda, sublinhando o encontro com o o músico Tó Freitas, a quem dedica elogios pela sua bondade, talento e humanidade.
Também viveu momentos intensos a tocar na rua da vila de Óbidos, experiência que considera tão rica que pensa transformar num livro. “Conheci pessoas do mundo inteiro. Até hoje recebo mensagens dos Estados Unidos, Canadá, Brasil. O acolhimento foi extraordinário”, conta.
O músico vimca que este concerto é também uma forma de retribuição e integração. “Se resido nesta cidade e região, tenho de participar na sociedade. Quero contribuir para a cultura, ajudar a construir um espaço melhor. Achei que devia apresentar aqui um trabalho com outra dimensão, com músicos de renome”, explica.
Fernando Sofia Rosa, já falecido, lembrado como um talentoso cantor angolano que deixou marca na música do país, é tio de JOrge ROSA, cuja história “está atualmente a ser trabalhada para um livro e, possivelmente, até para um filme”, revela o músico.
Outra referência familiar é Ilda Rosa, tia e madrinha do músico, que vive atualmente nos Estados Unidos e é igualmente reconhecida como uma figura marcante na história musical.
“Kambanda é o nome que dou aos músicos que me acompanham, à minha banda”, explica JOrge ROSA, acrescentando que é uma palavra que criou “juntando uma palavra do kimbundu, uma das línguas de Angola, com banda, em português. Kamba significa amigo, na língua do meu país de origem, e banda refere-se ao conjunto musical, à minha banda”.
No bar dos Pimpões estará disponível uma bebida angolana, preparada especialmente para o evento. O espetáculo terá lugar às 22h00 e os bilhetes, a 12,50 euros, estão à venda nos Pimpões, no Snack Bar Reis, no Bairro Lisbonense, ou pelo telefone 912 557 799.

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