Apresentado o livro “A Cadeia do Forte de Peniche”

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O Museu Nacional Resistência e Liberdade (MNRL) apresentou no passado sábado o livro “A Cadeia do Forte de Peniche”, com textos e investigação da historiadora Rosalina Carmona, filha de um preso político e por isso com as marcas da repressão e da resistência inscritas na mente.

 

“Apesar de existirem diversos livros sobre a cadeia de Peniche, a maioria escritos por antigos presos políticos, faltava uma publicação que reunisse e analisasse fontes arquivísticas, documentais e bibliográficas”, refere o MNRL.

Esta é uma publicação de caráter histórico que aborda a história, a evolução arquitetónica e as condições de encarceramento dos presos políticos em Peniche.

A autora contextualiza a criação da prisão em Peniche no âmbito da consolidação do Estado Novo, apresenta as diferentes etapas da evolução das características carcerárias criadas em Peniche, desde a origem como terra de exílio, passando a depósito de presos e terminando como cadeia de alta segurança, num crescendo de medidas repressivas e do aumento da violência psicológica e física sobre os presos.

Através da análise de relatórios e regulamentos da cadeia, Rosalina Carmona faz reviver o ambiente de tensão, desumanização e humilhação impostos aos presos pela PIDE e guardas prisionais. Em simultâneo, fica-se a conhecer as lutas travadas pelos presos e suas famílias por melhores condições de alimentação, de higiene, de visitas dos familiares, de entreajuda e solidariedade.

Esta edição da Museus e Monumentos de Portugal e do MNRL, tem coordenação de Aida Rechena, diretora do museu.

O MNRL, na Fortaleza de Peniche, recebe entretanto no dia 4 de março, pelas 10h00, uma oficina radiofónica a partir dos primeiros sons da liberdade.  Das bobinas do 25 de abril de 1974 ao podcast – é um encontro de Adelino Gomes, Joaquim Furtado e outros nomes da história do jornalismo com estudantes da Escola Secundária de Peniche.

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