Assembleia Municipal das Caldas arranca com apelos à união entre forças políticas

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Depois da tomada de posse dos eleitos para os órgãos autárquicos das Caldas da Rainha, na tarde de 3 de novembro decorreu a primeira reunião de funcionamento da Assembleia Municipal. Foi eleita a mesa da assembleia, através da única lista (lista A), apresentada por Paulo Espírito Santo, da AD – PSD/CDS, que obteve 20 votos a favor e 12 em branco.

A mesa é composta pelo presidente Fernando Costa, (AD), que conseguiu vitória na Assembleia Municipal e assegura maioria absoluta com presidentes de junta. Tem Alice Gesteiro (AD) como 1.ª secretária e Fernando Fialho (PSD), presidente da Junta de Freguesia de Santa Catarina, como 2.º secretário.

Manuel Isaac (CDS) manifestou a honra de regressar à Assembleia Municipal das Caldas após alguns anos de ausência, garantindo que mantém a sua forma de estar na política. “Aqui discute-se política, lá fora somos amigos. Sou frontal, mas sou leal”, referiu. “Venho para acrescentar e não para diminuir”, sublinhou, assegurando que votará sempre a favor dos projetos que beneficiem as Caldas. Mostrou-se satisfeito por o CDS voltar a ter representação nesta casa, mas lamentou a “ausência de mais partidos”, considerando que “a diversidade política é sempre enriquecedora e benéfica para todos”.

Miguel Mattos Chaves, representante do Chega, a nova força política presente na Assembleia Municipal, destacou a importância da união entre todos os eleitos. “O que está em causa são os interesses dos caldenses que confiaram em nós, independentemente do partido”, afirmou, sublinhando que o foco deve estar “no bem comum e não nas diferenças partidárias”.

Já Paulo Espírito Santo sublinhou que a Assembleia Municipal deve ser “um espaço de debate, pluralidade e elevação”, defendendo um trabalho “sério, urbano e honesto”. Garantiu que o PSD continuará a ter uma postura construtiva e colaborante, afirmando que “nunca fomos uma força de bloqueio e não o seremos”. Recordou temas que o partido tem vindo a defender, como a taxa de saneamento, a videovigilância e a transparência, frisando que continuarão na agenda política. Concluiu que o PSD aceita os resultados eleitorais e exercerá um papel de fiscalização responsável e propositiva, contribuindo “para o progresso e a melhoria das condições de vida dos caldenses”.

Vitor Marques, presidente da Câmara ,disse que o executivo continuará a trabalhar “com elevado respeito pela Assembleia Municipal”, valorizando o seu papel fiscalizador e as recomendações feitas à Câmara. Garantiu ainda que pretende manter um espírito de cooperação e transparência, trazendo à Assembleia “tudo o que é da responsabilidade da Câmara para ser conhecido, debatido e fiscalizado”.

 

Fernando Costa apelou à participação cívica

 

Na sua primeira intervenção como presidente da Assembleia Municipal das Caldas da Rainha, Fernando Costa fez um discurso marcado pelo apelo ao consenso e à cooperação entre todos os eleitos, sublinhando que “as Caldas devem estar sempre em primeiro lugar”, apelando ao consenso nas grandes decisões e ao respeito pelas diferenças.

Dirigindo-se ao presidente da Câmara, e aos restantes eleitos, apelou a uma governação baseada na cooperação. “O concelho progredirá mais e melhor com o debate e com o consenso possível nas grandes questões. E quando não houver consenso, isso não deve prejudicar o interesse do concelho”, declarou.

Fernando Costa afirmou que a questão da saúde é “a primeira” e “mais urgente” para o concelho, destacando a necessidade de resolver o impasse em torno do hospital termal e de garantir a qualidade dos cuidados de saúde.

“O novo hospital nas Caldas é fundamento. Temos de unir esforços para levar a bom porto os objetivos. Seria muito mal se, com tantos anos de experiência autárquica, não fôssemos capazes de o fazer”, adiantou.

Sublinhou ainda a importância de aproveitar as ligações institucionais existentes, nomeadamente através do vereador e deputado Hugo Oliveira, “que tem ligações privilegiadas ao Governo” e que “poderão ser muito úteis para o concelho”.

Outro dos pontos centrais do discurso foi a segurança pública, tema que o autarca classificou como uma das maiores preocupações atuais das Caldas. “Não falo de imigração, falo da segurança da cidade. Temos de dar as mãos com as forças policiais e com o Governo”, afirmou.

O presidente defendeu o reforço da presença policial nas ruas como forma de recuperar a confiança da população e de garantir a tranquilidade dos cidadãos.

Elogiou ainda a composição da Câmara Municipal, agora com a entrada de um novo partido, o Chega, considerando que a diversidade política “enriquece o debate” e “reforça a democracia local”.

“Está reunido um elenco camarário extraordinariamente capaz e competente. Cabe ao presidente da Câmara fazer a melhor ligação e procurar consensos, sem prejuízo do direito à diferença”, referiu.

Num apelo à participação cívica, Fernando Costa convidou partidos que não têm representação, como o PS, o Bloco de Esquerda e a CDU a intervirem no espaço público da Assembleia. “A diversidade partidária é enriquecedora. Lanço o repto a esses partidos: venham à Assembleia, participem no período antes da ordem do dia. As Caldas só têm a ganhar com mais vozes e mais participação”, salientou.

Com 37 anos de experiência autárquica, 28 na Câmara e 9 na Assembleia Municipal, Fernando Costa assumiu o cargo com emoção, agradecendo a confiança e prometendo “dedicação total”.

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