Telemonitorização da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica reduziu recurso à urgência

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O Projeto de Telemonitorização de doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) em funcionamento, desde agosto de 2024 no Centro de Responsabilidade Integrado (CRI) de Pneumologia da Unidade Local de Saúde do Oeste (ULSO), conseguiu reduzir para metade do número de admissões ao serviço de urgência neste primeiro ano de implementação.

 

Atualmente na ULSO estão a ser monitorizados à distância onze doentes. O kit que lhes foi disponibilizado inclui um telemóvel e um conjunto de equipamentos de medição (oxímetro, termómetro, tensiómetro e pedómetro), o que permite “a monitorização diária dos seus sintomas respiratórios e dos sinais vitais, possibilitando ajustes personalizados e contínuos no tratamento, e uma resposta terapêutica rápida e eficaz”, refere.

Desta forma também é evitado o recurso ao serviço de urgência. No decorrer deste primeiro ano de atividade foi possível reduzir de quatro para dois os episódios de urgência, tendo apenas ocorrido um episódio de internamento, com a duração de quinze dias.

No que concerne aos indicadores de desempenho do programa, foram efetuados 3593 registos, sendo que 48% não geraram qualquer alerta, 14% foram devido a situações de ordem técnica (relacionadas com os aparelhos ou com a utilização por parte dos utentes) e 38% foram alertas clínicos, mas destes, apenas 0,9% foram confirmados, ou seja, ocorreram somente 12 alertas clínicos, “sendo que todos os alertas foram imediatamente respondidos”, garante a ULSO.

A DPOC é uma patologia crónica do aparelho respiratório, que se caracteriza pela obstrução progressiva e persistente do fluxo aéreo e está associada a inflamação crónica das vias respiratórias. É uma das principais causas de morbilidade crónica, de perda de qualidade de vida e de mortalidade, representando atualmente a quinta causa de morte em Portugal (2,4%).

O Conselho de Administração da ULSO considera que a implementação deste projeto “tem trazido benefícios em saúde para os doentes, permitindo que tenham um acompanhamento mais próximo e atento, evitando descompensações que os façam recorrer às unidades hospitalares”.

A ULSO integra os concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Bombarral, Peniche, Lourinhã, Cadaval, Torres Vedras e Sobral de Monte Agraço.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Artigos Relacionados

“Hospital do Oeste, nascer, apanhar o comboio e esperar”

Artigo 166.º do Orçamento do Estado 2026. Aquele momento mágico em que se decide que a saúde em Portugal vai finalmente ganhar realidade, em versão touring mix, distribuída por concelhos como quem entrega folhetos na feira.

foto barroso

E nas Lajes? Acordo ou ocupação?

A invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, e o sequestro de Maduro, depois da invasão da Ucrânia pela Rússia e do genocídio do povo palestiniano em Gaza por Israel, confirma a impossibilidade de fazer valer o Direito Internacional. Ultrapassado o primeiro quartel do século XXI, voltámos à ordem estabelecida no primeiro quartel do século XIX, com o mundo dividido em zonas de influência e sujeito ao expansionismo territorial.

Francisco Martins da Silva1