Faleceu o primeiro presidente da Câmara do Cadaval

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A Câmara Municipal do Cadaval aprovou uma nota de pesar e decretou luto concelhio nos dias 2 e 3 de dezembro, durante os quais a bandeira concelhia é colocada a meia-haste nos edifícios municipais, pelo falecimento de Rui Nunes Lopes, o primeiro presidente da autarquia eleito democraticamente.

 

Apontando que o ex-autarca “contribuiu de forma decisiva para a construção da história do Poder Local após o 25 de Abril”, o atual presidente da Câmara do Cadaval, Ricardo Pinteus, dirigiu as suas condolências aos familiares e amigos de Rui Nunes Lopes, que exerceu funções entre 1977 e 1979, eleito nas listas do Partido Socialista.

Dedicou grande parte da sua vida à comunidade, tanto na esfera pública como no associativismo. Profissionalmente ligado à banca, destacou-se ainda pela sua participação em diversas instituições, nomeadamente como presidente do Clube Atlético do Cadaval, presidente da direção e da assembleia geral do Grupo Desportivo Vilarense, membro da direção da “Física”, em Torres Vedras, e da Casa do Benfica de Torres Vedras.

Pelo seu “percurso exemplar como autarca e cidadão, e pelo reconhecimento do seu mérito e prestígio”, o Município do Cadaval homenageou-o em 2013, com a Medalha de Mérito Municipal.

Em nota de pesar, o Partido Socialista do Cadaval vincou que Rui Nunes Lopes foi uma “figura marcante do início da democracia no Poder Local”, sublinhando que o seu mandato “coincidiu com um período de grande transformação para o país e para o nosso município, tendo assumido essa responsabilidade com empenho, espírito de serviço e um compromisso firme com os valores democráticos que então se afirmavam”.

“Neste momento de luto, recordamos um autarca que ajudou a abrir caminho num tempo novo, e cujo exemplo permanecerá na memória coletiva do nosso município”, manifestou.

O Grupo Desportivo Vilarense disse que Rui Nunes Lopes foi “uma figura maior da nossa comunidade e alguém cuja dedicação deixou uma marca inesquecível na história do nosso clube”.

“Há alguns anos, o nosso pavilhão passou a ter o seu nome – uma homenagem mais do que justa a quem foi o principal responsável pela sua construção. Enquanto presidente da Câmara do Cadaval, e mais tarde presidente do Grupo Desportivo Vilarense, o seu empenho, visão e paixão pelo desporto tornaram possível um sonho que hoje serve gerações. O seu legado continuará vivo em cada treino, em cada jogo e em cada momento vivido dentro do pavilhão que orgulhosamente leva o seu nome”, declarou o clube.

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