Antecipada mudança de cabo no ascensor da Nazaré

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O trágico acidente com o elevador da Glória, em Lisboa, que provocou 16 mortos e 23 feridos, levou à decisão da necessidade de avaliação nacional dos equipamentos de transporte por cabo. No ascensor da Nazaré estava prevista para outubro a substituição do cabo de tração, mas a medida foi antecipada por precaução.

 

“É uma medida preventiva que visa assegurar que o ascensor mantém todas as condições de operação em segurança”, explicou Orlando Rodrigues, presidente dos Serviços Municipalizados da Nazaré.

Todos os anos existem paragens da circulação para manutenção. Nos últimos meses as inspeções realizadas pelo Centro de Apoio Tecnológico à Indústria Metalomecânica e pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes não revelaram reservas à utilização do funicular, usado tanto por turistas como pela população que precisa ir do Sítio até ao centro da vila ou vice-versa.

Enquanto decorrerem as obras, sem tempo definido, o ascensor permanecerá encerrado e haverá transporte alternativo de autocarro.

O equipamento foi inaugurado em 1889 e o engenheiro autor do projeto, Raul Mesnier, foi também responsável pela maioria dos elevadores e funiculares de Lisboa. Em 1963 o ascensor da Nazaré sofreu um acidente com 2 mortos e 29 feridos, devido à rutura do cabo. O sistema foi mudado e a segurança reforçada.

Com uma extensão de 318 metros (50 em túnel), numa inclinação de 42%, atualmente o ascensor da Nazaré é um dos transportes deste género com maior tráfego em Portugal, atingindo um milhão de passageiros por ano.

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