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“A Noite dos Visitantes” em circuito caldense

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Após três espetáculos lotados na Covilhã, “A Noite dos Visitantes”, de Peter Weiss, desce às Caldas da Rainha para duas récitas nas freguesias de Nadadouro (dia 3 de julho, às 21h30, no Largo da Igreja) e Carvalhal Benfeito (dia 4 de julho, às 21h30, no recinto em frente à Igreja).
Espetáculo para todas as idades, com uma forte dimensão caricatural e clownesca

É iniciado, deste modo, o périplo caldense desta coprodução do Teatro da Rainha com o Teatro das Beiras, que terá continuidade, entre 15 e 21 de julho, na ruína da antiga Casa da Cultura, ao Parque D. Carlos I.

Antes, a 5 de julho, será inaugurado no Céu de Vidro, pelas 16h00, uma exposição com fotografias, cartazes, bandas sonoras, desenhos de cenografia e figurinos, dos primeiros cinco anos de actividade do Teatro da Rainha e das produções levadas à cena no Parque D. Carlos I, Largo Rainha D. Leonor e adro da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo. Dar-se-á assim continuidade a um conjunto diverso de ações com que se assinalam os 40 anos de Teatro da Rainha, iniciados precisamente em 1985 na então Casa da Cultura.

É o regresso de Fernando Mora Ramos, agora como encenador, a um texto que representou em 1978 no Centro Cultural de Évora. “A Noite dos Visitantes” foi o primeiro passo de Peter Weiss na reabilitação de um teatro popular. Espetáculo para todas as idades, trata-se de uma parábola em verso popular, rimado, com uma forte dimensão caricatural, clownesca, em que o lúdico se alia ao rigor na busca de uma estética antinaturalista.

Fernando Mora Ramos aponta que esta “é uma peça sobre a cobiça, a violência imperial, o direito de morte sobre terceiros que quem tem armas pode impor, o assédio sexual, o direito do mais forte ao que quiser, a tortura, a ameaça, o terror, mas também sobre a manha, a astúcia, o fingimento adequado à resistência em situação, a mentira bem urdida para iludir e ser eficaz por razões óbvias, isto é, as armas que os mais fracos podem intuir e usar num contexto de luta pela sobrevivência”.

Conta com interpretação de Fábio Costa, Hâmbar de Sousa e Tiago Moreira (Teatro da Rainha), Benedita Mendes, Miguel Brás e Sónia Botelho (Teatro das Beiras).

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