Politécnico investiga alegadas irregularidades na atribuição de bolsas Erasmus

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O Politécnico de Leiria está a investigar alegadas irregularidades na atribuição de bolsas do programa Erasmus na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, disse à agência Lusa o presidente do instituto. “Confirmo que foi detetada uma irregularidade no verão passado”, afirmou Carlos Rabadão.
Foi detetada uma irregularidade relacionada com um pagamento que não foi confirmado por uma estudante da escola superior em Peniche

A situação foi descoberta num “procedimento de rotina dos serviços financeiros”. “Andamos numa fase de sistematização, alteração dos procedimentos e detetou-se que havia qualquer coisa que não estava a bater certo e analisámos, nomeámos uma comissão de investigação interna, que está a fazer o trabalho”, explicou o presidente.

Este responsável adiantou que as suspeitas foram comunicadas “ao Ministério Público na mesma altura”, sendo que a pessoa envolvida nesse procedimento que suscitou dúvidas “foi afastada de funções”. Questionado sobre o valor das alegadas irregularidades, o presidente do Politécnico de Leiria referiu que a comissão interna ainda não terminou o trabalho. “A comissão começou a trabalhar em agosto, tem estado a ouvir muitas pessoas, a analisar processos de vários anos, para perceber se isto foi uma situação esporádica ou se tem impacto para trás”, declarou, esclarecendo que só quando a comissão fechar o processo – o que deve acontecer este mês – é que vai ser possível “quantificar, exatamente, qual foi – se é que foi – o valor dessas irregularidades, estes pagamentos indevidos”.

Ainda segundo Carlos Rabadão, o que desencadeou este processo “foi uma irregularidade relacionada com um pagamento que não foi confirmado por uma estudante na altura”, sendo que estão a ser auditados “todos os processos de mobilidade que se verificaram nos últimos dez anos”. “Mas este caso que espoletou a situação foi de alguma inconformidade entre o que está registado no sistema e o que a estudante nos disse, mas temos de ouvir as duas partes e perceber o que é que, efetivamente, aconteceu”, o trabalho que está a ser feito pela comissão de investigação, indicou.

O programa Erasmus foi entretanto informado, tendo em conta “esta fuga de informação para a comunicação social”.

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