Caldas + Inclusiva 2.0 apoia pessoas sem abrigo

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Acompanhar e intervir junto de pessoas em situação de sem abrigo no concelho é o objetivo do projeto Caldas + Inclusiva 2.0, promovido pela associação Viagem de Volta, que abriu portas recentemente na Rua Belchior de Matos n.º 9 B (Bairro Lisbonense).

Acompanhar e intervir junto de pessoas em situação de sem abrigo no concelho é o objetivo do projeto Caldas + Inclusiva 2.0, promovido pela associação Viagem de Volta, que abriu portas recentemente na Rua Belchior de Matos n.º 9 B (Bairro Lisbonense).

O projeto vem dar continuidade ao trabalho que já era feito anteriormente com o “Caldas + Inclusiva”, depois de ter sido aprovada uma nova candidatura de apoio de fundos comunitários através do Plano de Recuperação e Resiliência. O apoio financeiro, de 271 mil euros, estende-se até 31 de agosto de 2027, garantindo os vencimentos de duas gestoras de caso, um monitor e uma coordenadora.

Segundo Sara Silva, diretora técnica da associação, foi importante garantir financiamento para um período mais alargado, uma vez que a primeira versão só teve a duração de um ano e se não houvesse continuidade acabava-se por perder muito do trabalho realizado. “Nós continuámos a fazer essas intervenções, mesmo sem financiamento”, explicou a coordenadora. No total foram acompanhadas 32 pessoas, algumas das quais acabaram por deixar de viver na rua.

Este é um projeto que aposta na proximidade com as pessoas sem-abrigo. “Fazemos vários giros de rua para acompanhar as pessoas que estão sinalizadas e fazer novas sinalizações”, explicou.

No âmbito desse trabalho, fazem um levantamento de necessidades e fazem os encaminhamentos para as entidades que possam ajudar resolver os problemas dos sem abrigo, por exemplo, para comunidades terapêuticas, no caso de pessoas com comportamentos aditivos.

No entanto, há sempre quem não queira sair da rua e só aceite algum tipo de ajuda esporádica.

Anteriormente, o projeto não tinha instalações próprias e “toda a nossa atuação era mais limitada por causa disso”. Com um espaço físico de porta aberta “os sem abrigo já sabem onde podem recorrer a nós, em caso de necessidade”. Passaram a ter também um banco de roupa e uma sala polivalente para várias atividades. Para além disso, têm um espaço para tratar da roupa dos sem abrigo, que é lavada na comunidade terapêutica da associação, no Bombarral.

Vítor David, presidente da associação, salientou que a forma como se aproximam dos sem abrigo com problemas de adição faz com que “aos poucos confiem no nosso trabalho e assim podemos encaminhá-los para consultas no centro de saúde ou mesmo acabem por querer ir para tratamento”.

O dirigente referiu que este é um problema nacional e não apenas das Caldas da Rainha. “Todos os diagnósticos realizados têm demonstrado que estão a aumentar o número de sem abrigo no país”, afirmou.

As instalações estão a funcionar de segunda a sexta-feira das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Associação sente-se prejudicada pela Câmara

Vítor David considera que o atual executivo da Câmara das Caldas tem estado a prejudicar o trabalho que realizavam em parceria, depois da polémica causada com a candidatura da autarquia à Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporária.

“A Câmara não tem de se relacionar bem connosco pessoalmente, mas deve zelar pelos interesses dos munícipes”, salienta o dirigente, adiantando que há vários projetos importantes que têm sido promovidos em parceria, inclusive o Caldas + Inclusiva 2.0.

Numa publicação recentemente no Facebook, Vítor David acusou mesmo a autarquia de estar a boicotar o seu trabalho.

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