Q

Leitura interpretada da obra ‘Corpo-delito na sala de espelhos’

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
O ‘Página 1’, Clube de Leitura do Instituto Politécnico de Leiria, promoveu uma leitura interpretada da obra ‘Corpo-delito na sala de espelhos’, de José Cardoso Pires, no Museu Nacional de Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche. A iniciativa teve lugar na última quinta-feira, com o propósito de articular a promoção da leitura no ensino superior, o potencial enriquecedor do teatro e a reflexão coletiva que o texto proporciona.
Iniciativa do Clube de Leitura do Politécnico de Leiria

O ‘Página 1’, Clube de Leitura do Instituto Politécnico de Leiria, promoveu uma leitura interpretada da obra ‘Corpo-delito na sala de espelhos’, de José Cardoso Pires, no Museu Nacional de Resistência e Liberdade, na Fortaleza de Peniche. A iniciativa teve lugar na última quinta-feira, com o propósito de articular a promoção da leitura no ensino superior, o potencial enriquecedor do teatro e a reflexão coletiva que o texto proporciona.

A sessão foi conduzida pelos estudantes do 2.º ano da licenciatura em Teatro, da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), que promoveram uma leitura interpretada de excertos da obra, integrados nos espaços da fortaleza.

A iniciativa, que integrou também a Agenda Cultural do Politécnico de Leiria, registou uma forte adesão da comunidade académica, com a presença de estudantes da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, ESAD.CR, Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, e Núcleo de Formação de Torres Vedras.

A atividade contou com a participação especial de Francisco Braga (Xico Braga), ex-preso político que partilhou as suas memórias na Fortaleza de Peniche, e a presença de Ana Cardoso Pires, filha do autor da obra, José Cardoso Pires.

“Este texto de José Cardoso Pires, que foi encenado por Fernando Gusmão no Teatro Aberto, em 1979, dá-nos matéria para pensarmos a nossa história do século XX, como uma sala de espelhos, deformados e deformantes, marcada pela violência exercida e sofrida no corpo individual e coletivo. No seu centro, estão os mecanismos de repressão da PIDE, a máquina que, nas palavras de uma personagem, o Chefe de Brigada Sigla, não permite que ‘ninguém, seja quem for, volte a ser a mesma pessoa’ depois de nela entrar”, pode ler-se na sinopse da atividade.

O desafio da iniciativa passou por ajudar a trazer aos nossos dias as memórias e os significados que a obra e o Museu Nacional de Resistência e Liberdade contêm e representam, surpreendendo os estudantes das diversas escolas do Politécnico de Leiria e os visitantes presentes no Museu.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Detido pela PSP por agredir mãe e intimidar polícias

Um homem de 46 anos que agrediu e injuriou a mãe, existindo anteriormente outros processos em investigação relacionados com a prática do mesmo tipo de crime, foi detido em Peniche pela PSP.

PSP2

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1