Livre quer mais investimento nos transportes públicos do distrito de Leiria

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Maior investimento na rede de transportes públicos, em especial na Linha do Oeste, e uma maior diversidade na floresta, foram as duas principais prioridades que Inês Pires, cabeça de lista pelo partido Livre no distrito de Leiria, referiu para a região. na apresentação da sua candidatura, a 10 de fevereiro.

Maior investimento na rede de transportes públicos, em especial na Linha do Oeste, e uma maior diversidade na floresta, foram as duas principais prioridades que Inês Pires, cabeça de lista pelo partido Livre no distrito de Leiria, referiu para a região. na apresentação da sua candidatura, a 10 de fevereiro.

A apresentação, que teve lugar no café concerto do Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, contou com a presença de Rui Tavares, cabeça de lista por Leiria e porta-voz do partido, que agradeceu aos militantes do distrito o trabalho que têm feito.

Rui Tavares considera que o distrito de Leiria, pela sua diversidade e caraterísticas, “espelha todo o mosaico daquilo que é possível fazer no nosso país quando soubermos valorizar as pessoas, o conhecimento e o território”.

Inês Pires lembrou que há dois anos o lançamento da campanha para as legislativas também teve lugar nas Caldas da Rainha. “Voltamos a esta cidade que nos tem recebido tão bem, onde a arte, a cultura e as ideias novas estão sempre presentes”, sublinhou.

Abordando as dificuldades sentidas pelas pessoas, começou por se referir à habitação. “Tal como no resto do país, a crise da habitação é sentida no distrito de Leiria. O preço médio das casas à venda aumentou mais de 30 mil euros, 17,5%, em apenas um ano e o arrendamento aumentou 35% desde novembro de 2022”, referiu.

“Estes são números preocupantes, reflexo da completa desregulação do mercado imobiliário, cada vez mais inacessível às pessoas”, considera.

Segundo Inês Pires, há jovens que querem tirar um curso superior no distrito e não podem devido à falta de quartos em residências ou quartos privados a preços acessíveis.

“Na minha geração, muito dificilmente conseguiremos comprar e viver numa casa condigna e começar as nossas vidas e famílias”, lamentou.

Por isso, “precisamos de muito mais habitação pública. Para termos casas para viver”.

Inês Pires referiu ainda o aumento do custo de vida “sem o aumento adequado dos salários, o qual tem agravado a situação precária em que muitos jovens portugueses vivem”.

Na sua opinião, são os salários baixos, a contratos temporários ou até falsos recibos verdes, que têm levado a que muitos jovens emigrem “para países com melhores oportunidades, que garantem uma melhor qualidade de vida e que valorizam o seu conhecimento”.

O Livre defende o aumento do salário mínimo nacional ao longo da legislatura até aos 1150 euros em 2028.

A candidata referiu-se ainda às alterações climáticas, que “continuam a ser o maior desafio do século XXI”, considerando fundamental “acelerar a transição energética, garantindo sempre, em simultâneo, a justiça social e a conservação dos nossos ecossistemas”.

Inês Pires lembrou que, no que diz respeito às florestas, os últimos anos têm sido trágicos para a região, principalmente em 2017, com os grandes incêndios em Pedrógão Grande e no Pinhal de Leiria. “Em 2022, também o concelho de Leiria foi fustigado por incêndios de grandes dimensões”, acrescentou.

“As florestas são um dos maiores bens deste distrito e, mesmo assim, as políticas dos últimos anos, que têm privilegiado a monocultura, têm levado à sua perda”, referiu.

Em relação à mobilidade, comentou que o distrito de Leiria “continua fragmentado na mobilidade das pessoas dentro do território, que se veem presas ao carro por falta de alternativa”.

O Livre defende o investimento numa rede de transportes públicos que sirva as populações, sublinhando a importância da Linha do Oeste.

“Os atrasos na requalificação e eletrificação da linha aliados à fraca oferta têm comprometido o serviço ferroviário e afastado as pessoas da ideia de o usar”, afirmou.

Inês Pires tem 28 anos e é natural das Caldas da Rainha. Depois de se formar em bioquímica e biologia celular e molecular na Universidade do Porto, está atualmente a estudar Ciências Farmacêuticas na Universidade de Lisboa. Profissionalmente trabalha em contabilidade.

Faz parte do Livre desde 2019 e integra o Grupo de Coordenação Local do Núcleo Territorial de Leiria, sendo co-coordenadora do Círculo Temático Ecologia e Desenvolvimento Sustentável.

Na apresentação interveio também o número dois da lista, Pedro Miguel Santos, que explicou como “ser livre é ter tempo para além do trabalho e das preocupações com a renda e com as contas”. Uma ideia que Rui Tavares também referiu no seu discurso, lamentando a “triste sina dos portugueses de parecerem estar a morrer aos poucos, com o salário a durar tão pouco que o resto do mês é só sofrimento”.

As medidas que o partido defende vão no sentido de “que as pessoas possam ter uma vida plena, cheia de opções e de oportunidades”. Rui Tavares quer que das próximas eleições saia um governo de esquerda que possa fazer mais pelos cidadãos.

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