Comissão de Utentes do Centro de Saúde leva petição à Assembleia da República

Comissão reclama da falta de médicos de família no Bombarral

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Após meses de recolha de assinaturas, a Comissão de Utentes do Centro de Saúde do Bombarral entregou no passado dia 23, na Assembleia da República, uma petição em que reclama da falta de médicos de família e pede respostas para a prestação dos cuidados básicos de saúde.

Após meses de recolha de assinaturas, a Comissão de Utentes do Centro de Saúde do Bombarral entregou no passado dia 23, na Assembleia da República, uma petição em que reclama da falta de médicos de família e pede respostas para a prestação dos cuidados básicos de saúde.

Com o objetivo de dar maior visibilidade aos problemas sentidos no Bombarral, foi dado a conhecer aos grupos parlamentares de todas as forças políticas a ida à Assembleia da República, bem como a disponibilidade para com eles discutir e dar a conhecer o conteúdo da petição.

A Comissão avançou que foi já recebida pelos grupos parlamentares do PCP e do PAN, que “acolheram as nossas preocupações e tomaram nota da situação que continuamos a viver no Bombarral, que infelizmente do início desta jornada até agora tem vindo a piorar”.

Na petição é referido viver-se “uma situação dramática que carece de solução urgente”, pois, “a cada dia que passa, as condições do Centro de Saúde do Bombarral pioram e a população deste concelho vê-se limitada e muitas vezes privada do acesso aos cuidados de saúde primários”.

“O Centro de Saúde do Bombarral, na sua atual situação e organização, não dá resposta à população do concelho. Neste momento, existem dois médicos afetos ao Centro de Saúde que não podem dar resposta aos mais de 12 mil utentes do concelho”, sublinha a Comissão.

“Falta de incentivos para que profissionais de saúde se fixem no concelho, falta de condições para realizar um trabalho com qualidade, e outras dificuldades várias, que vão desde a excessiva carga horária, a equipas com poucos profissionais, e falta de materiais e meios para dar resposta às necessidades dos utentes”, são situações descritas.

Após vários meses de contestação dos utentes, por dificuldades em marcar consultas, mesmo que com outro médico que não o de família, uma vez que a maioria das pessoas não tem médico de família, reduziram a marcação de consultas (exceto agudas) ao serviço telefónico, o que é uma dificuldade acrescida”, denuncia a Comissão, composta por Delmira Rafael, Filipe Rodrigues, Mara Cordeiro, Maria Joana Fernandes, Natália Carmelo, Nélia Carvalho, Paulo Domingos, Rodrigo Andrade, Rute Correia Azevedo, Sandra Correia e Vitória Cardoso.

A petição seguirá para discussão no organismo competente.

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