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As portas que abril abriu…

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Olhar JSD Abril: mês de liberdade para o povo português, mês de repressão para outros povos, e será que somos livres na nossa plenitude quando na verdade um nosso vizinho se vê repreendido por um regime expansionista? E será que em pleno século XXI é aceitável que partidos portugueses ignorem a vida desta aldeia global […]
Daniel Vieira Secretário Geral Adjunto da JSD Caldas da Rainha

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Abril: mês de liberdade para o povo português, mês de repressão para outros povos, e será que somos livres na nossa plenitude quando na verdade um nosso vizinho se vê repreendido por um regime expansionista? E será que em pleno século XXI é aceitável que partidos portugueses ignorem a vida desta aldeia global que tanto nos afeta?

O dia 25 de abril de 1974 marca o dia em que Portugal se livrou de uma ditadura em vigor há 40 anos e simultaneamente abriu as suas portas ao mundo. É por este motivo que os amigos camaradas deviam compreender que a repressão de qualquer povo se reflete na nossa repressão.
Não é de todo coerente que, em pleno século XXI, em todas as ações do parlamento português que demonstram solidariedade para com o povo ucraniano, os deputados do PCP não se revejam. A globalização é para estes um “bicho papão” que, no seu ponto de vista, alimenta o capitalismo. Há, no entanto, necessidade de um certo nível de abstração ideológica quando o que está em causa são vidas humanas e a autodeterminação de um povo!
A política tende muitas vezes a fugir ao seu ponto de origem levando ao extremo a ideologia. A prioridade de qualquer político devem ser as pessoas, só assim se alcançará a democracia. Viver em democracia é pormo-nos no lugar de qualquer outro cidadão, de qualquer parte do mundo, e a melhor maneira de o respeitarmos é sermos recetivos e solidários.
Não obstante, esta não é uma atitude que se verifica apenas ao nível do conflito armado. O problema anteriormente referido vai muito além da guerra. Ouvir o outro é um dos valores que qualquer um deveria ter, ainda assim, um político ter uma boa comunicação com quem o elegeu é também fundamental.
A mim é-me especialmente difícil de entender que os órgãos executivos de proximidade metam em primeiro plano a ideologia e quem a ela se associa e só depois as pessoas. A democracia veio abrir portas que até então estavam fechadas, no entanto, parece haver certos executivos da opinião de que a porta se deve manter bem fechada e ignorando as dimensões exteriores que muitas vezes afetam todos nós.
Escrevo estas palavras nunca contra a soberania popular, mas sim contra quem usa este princípio para chegar ao poder sem conhecimento de causa. Um político deve de ter a mesma postura em campanha e depois dela, a dissimulação muitas vezes gera grandes problemas como sendo a abstenção. O povo descredibiliza muitas vezes a atividade política devido à dissimulação e falta de transparência com que muitas vezes se pratica.
Abril abriu-nos portas, no entanto, parece que há quem resista e as queira fechar. Hoje devem, para além de serem abertas, ser ampliadas e mais transparentes que nunca para que assim o eleitorado veja com os próprios olhos a realidade da governação a que está sujeita.

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