MAS – Movimento Alternativa Socialista

Deolinda Antunes: “O MAS propõe-se a renovar a esquerda e a ser uma alternativa combativa”

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Deolinda Antunes, de 63 anos, residente em Leiria, é a cabeça-de-lista do Movimento Alternativa Socialista (MAS) pelo círculo de Leiria. As principais prioridades para o distrito de Leiria “não são diferentes das prioridades para o resto do país”, no entanto a técnica de farmácia salienta que “a localização do novo hospital do Oeste não deverá responder a interesses autárquicos, mas sim ao critério de chegar ao maior número de utentes”.
Deolinda Antunes

MAS – Movimento Alternativa Socialista

Deolinda Antunes, de 63 anos, residente em Leiria, é a cabeça-de-lista do Movimento Alternativa Socialista (MAS) pelo círculo de Leiria. As principais prioridades para o distrito de Leiria “não são diferentes das prioridades para o resto do país”, no entanto a técnica de farmácia salienta que “a localização do novo hospital do Oeste não deverá responder a interesses autárquicos, mas sim ao critério de chegar ao maior número de utentes”.

Questões

1- Quais são as grandes apostas que o seu partido terá a iniciativa de propor para o distrito?

2-Que problemas identificam como prioritários solucionar no distrito e como é possível resolvê-los?

3- Qual a sua opinião relativamente aos investimentos anunciados para requalificar a ferrovia do Oeste?

4- O novo Hospital do Oeste está em cima da mesa. É a obra que vai responder às exigências no capítulo da saúde no sul do distrito? Onde deve ficar localizado?

5-Como classifica a atuação dos atuais deputados eleitos nos últimas legislativas pelo círculo eleitoral de Leiria?

6-Porque é que o eleitor deve votar no seu partido e não em outro? Qual é a diferença?

7-Considera que o seu partido tem possibilidades de eleger deputados? O que seria um bom para resultado para o partido nas próximas eleições?

Respostas

1- As nossas apostas vão para a criação de emprego, habitação acessível para a juventude e fim das propinas, investimento na saúde pública, com enfoque na saúde mental, e para a mobilidade.

2- Identificamos como principais problemas o emprego, a habitação, a saúde e a mobilidade, pelo que, do nosso programa eleitoral, destacamos a proposta de semana de trabalho de quatro dias para resolver o problema do emprego, a par de um projeto de modernização industrial da região. Para o problema da habitação propomos o tabelamento das rendas em 30% do salário e para o problema da mobilidade propomos o investimento na ferrovia, nomeadamente, da efetiva modernização da linha do Oeste, sempre anunciada, mas constantemente adiada. O reforço do Serviço Nacional de Saúde tem de ser uma prioridade. O novo hospital do Oeste tem de se tornar uma realidade nos próximos quatro anos. O MAS não aceita mais dinheiro para os bancos ou que as farmacêuticas e grupos privados de saúde ganhem dinheiro com a pandemia da Covid-19 e se prejudique o tratamento das doenças não-Covid.

3- Esperamos que se torne real, com a maior brevidade. Uma das nossas propostas é precisamente o investimento na ferrovia e na mobilidade fora das grandes cidades.

4- Será um avanço muito importante na resposta às necessidades de saúde. É fundamental que seja um investimento público, sem cedências aos interesses privados, que apenas querem transformar a saúde num negócio. A localização do novo hospital não deverá responder a interesses autárquicos, mas sim ao critério de chegar ao maior número de utentes com necessidades de saúde por suprir.

5- Nove dos dez deputados eleitos pelo círculo de Leiria pertencem ao PSD e PS. Está na hora de mudar este cenário. O MAS propõe-se a renovar a esquerda e a ser uma alternativa combativa no parlamento.

6- Podíamos falar de tudo o que propomos e destacar as diferenças face ao que nos foi prometido pela Geringonça, mas não foi cumprido. No entanto, destacamos que somos um partido que vive do esforço e sacrifício dos seus militantes e simpatizantes. Esta é uma diferença que nos permite manter a nossa independência política e um programa comprometido com a juventude, os trabalhadores e as trabalhadoras. Iremos levar a voz das ruas ao parlamento.

7- Consideramos que não será fácil, mas não é impossível eleger uma deputada. Estamos convictos de que uma deputada do MAS será mais importante que o quinto deputado do PCP, o sétimo do BE ou o quinquagésimo do PS.

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