Ministra da Agricultura inaugurou instalações da Leader Oeste

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A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, destacou na passada sexta-feira o contributo da Leader Oeste – Associação de Desenvolvimento Local para a economia local, sublinhando que permitiu “dar apoio a mais de trinta mil projetos ao serviço do mundo rural, valorizando, criando e mantendo milhares de postos de trabalho”.
Descerrar da placa inaugural

A ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, destacou na passada sexta-feira o contributo da Leader Oeste – Associação de Desenvolvimento Local para a economia local, sublinhando que permitiu “dar apoio a mais de trinta mil projetos ao serviço do mundo rural, valorizando, criando e mantendo milhares de postos de trabalho”.

“Durante uma abordagem de 30 anos a Leader Oeste revelou-se um instrumento programático de grande sucesso mobilizador das nossas comunidades, potenciador da identidade territorial da valorização dos nossos recursos endógenos, contribuindo também para a fixação das populações”, afirmou a governante, na cerimónia de inauguração das instalações da Leader Oeste, no Cadaval.

Maria do Céu Antunes disse que atualmente está a decorrer um período de transição entre o Portugal 2020 e Portugal 2030, o que permite beneficiar de uma “dotação orçamental para preparar a estratégia no próximo período de programação”.

A governante recordou que “a Comissão Europeia apresentou há três anos uma reforma para a política agrícola comum e só no final de junho deste ano é que conseguimos chegar a acordo durante a presidência portuguesa, que será aprovado no Parlamento Europeu durante o mês de novembro”. Afirmou que nos últimos dois anos têm estado a trabalhar para construir o Plano Estratégico para ser implementado a partir de janeiro de 2023.

“Estamos num caminho muito positivo para garantirmos aquilo que também aspiramos ao nível da Europa, que é a nossa autonomia estratégica e o contributo para a coesão territorial e para o combate às assimetrias e às desigualdades”, adiantou.

Para a ministra, 2021 e 2022 são muito importantes porque “podemos fazer a transição para o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum 2023-2027 (PEPAC) para termos uma política ativa de gestão baseada numa produção agrícola inovadora e sustentável”.

“Daí, a importância de dispormos de instrumentos que digam respeito à introdução de tecnologia, a chamada digitalização, mas também a práticas mais ecológicas e mais verdes”, apontou.

Segundo a governante, Portugal tem uma missão que é reduzir aquilo que é a “tendência para o despovoamento das nossas zonas rurais”, procurando com isso diminuir o risco de pobreza e as disparidades ente homens e mulheres no emprego nas zonas rurais”. 

Entre outros apoios, a ministra recordou que “o Governo decidiu colocar 93 milhões de euros diretos para uma agenda mobilizadora para a agricultura”, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência que desde a passada semana “está disponível para a dinamização de projetos de investigação e inovação”. 

Maria do Céu Antunes pediu aos grupos de ação local que ao desenharem as estratégias para os seus territórios se “organizem entre si com as comunidades intermunicipais”.

A ministra da Agricultura, o presidente da Câmara Municipal do Cadaval, José Bernardo Nunes, e o presidente da direção da Leader Oeste e da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Pedro Folgado, participaram na inauguração da sede da Leader Oeste. As novas instalações funcionam na antiga Escola Primária do Cadaval, um espaço cedido pela Câmara e alvo recente de intervenções de melhoria do edifício e do exterior.

A Leader Oeste já está a funcionar na nova sede há cerca de dois anos, mas devido à pandemia não foi possível realizar a sessão inaugural.

José Bernardo Nunes abordou alguns temas que considera importante para o concelho do Cadaval e para a região, como o fogo bacteriano que está a afetar os pomares da região, o gasóleo verde que no último ano aumentou mais de 50% e a disponibilidade de água para a agricultura. “É urgente encontrar soluções”, afirmou, acrescentando que “nunca nos devemos esquecer que a atividade agrícola transforma a água que consome em alimentos para a nossa sobrevivência”.

Pedro Folgado falou da Leader Oeste no âmbito do desenvolvimento rural do território e do apoio que tem dado aos produtos endógenos e identitários da região. “A questão do levantamento dos moinhos do Oeste tem sido importante, produzimos o apoio na classificação da Serra de Montejunto a paisagem protegida, seminários, a Loja do Oeste em Óbidos, entre outros projetos”, referiu.

O presidente da direção sublinhou que a Leader Oeste possui três grandes áreas: a gestão da medida Leader do Programa de Desenvolvimento Rural com responsabilidade do desenvolvimento local, o lançamento do programa CLDS Melhor Cadaval que tem contribuído para que a Leader não se feche só enquanto desenvolvimento rural mas com uma perspetiva social que é importante para a região, e finalmente a gestão do Centro de Informação da União Europeia (Europe Direct no Cadaval, que trabalha no Oeste, Lezíria e Médio Tejo).

Ana Paula Xavier, presidente da Federação Minha Terra, fez um balanço dos 30 anos da abordagem Leader Oeste e destacou a sua importância para o desenvolvimento dos territórios rurais.

A cerimónia de inauguração contou com uma visita às instalações e um pequeno concerto.

inauguracao 2
A ministra disse ser preciso promover a coesão territorial
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