Partidos com extrema vergonha e sem extrema vergonha

Alberto Campos

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A propósito das eleições presidenciais temos assistido, sobretudo em alguns canais televisivos, a violentos ataques a alguns candidatos, bem como aos seus partidos.

Noto agora, pensando nesses ataques dirigidos à dita extrema esquerda assim como à dita extrema direita, que não serão suficientes as palavras ofensivas. É preciso demonstrar na prática, no terreno, essas acusações e consequentes ofensas, observando o que todos os partidos e seus políticos fizeram, fazem e permitem que seja feito ao longo das suas carreiras políticas.

Senão, veja-se: – nos tais ditos partidos de extrema direita e de extrema esquerda, por muito que me esforce, não consigo encontrar políticos que sejam arguidos em processos de corrupção, fuga ao fisco, branqueamento de capitais, tráfico de influências, etc.

Também nesses partidos não conheço políticos anteriormente ou agora detidos para cumprimento de penas de prisão efectivas. Porém, é precisamente nos outros partidos, que não os ditos de extrema esquerda e de extrema direita, que encontro com muita facilidade esses arguidos e esses detidos. E até um ex dirigente de um deles acusado de envolvimento num assassinato no Brasil, que em breve, suponho, poderá ser julgado.

Não sou, nem nunca serei defensor de qualquer político ou partido político, sejam eles de direita ou de esquerda, já que nunca tive partido político pela razão de, assim, me sentir completamente livre aquando das eleições, optando por votar naqueles que, em cada um desses momentos, considerar que melhor poderão satisfazer os objectivos que defendo.

Posto isto, julgo ter o direito de pensar que sempre que se falar de partidos de extrema esquerda ou de extrema direita, dever-se-á ter um extremo cuidado em não os catalogar levianamente como tal, face ao extremo respeito devido ao povo português que continua a sustentar uma extrema corrupção que tem contribuído para uma extrema pobreza de parte desse povo português.

E agora pergunto – se, face às circunstâncias apontadas, não seria preferível e mais lógico entender os partidos políticos portugueses como, simplesmente, partidos com extrema vergonha e partidos sem extrema vergonha?

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