“Come a sopa, senão chamo o polícia”

Francisco Vogado

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Este período de quarentena até tem alguns aspetos positivos que importa realçar e que nos fazem refletir. Afinal temos mais tempo, para nós!
Francisco Vogado

Por incrível que pareça, estando o país em quarentena, com os contactos sociais limitados há saudações que nos despertam e fazem um clique interior, que nos levam a reflexões mais profundas.

Lembra-se da última vez que teve uma saudação de um agente policial na rua?

Vem isto a propósito da cidade das Caldas da Rainha, ter polícias na rua, em atitudes de aconselhamento e vigilância, mas sobretudo exercendo cidadania. Agentes da polícia que nem são de trânsito, com coletes amarelos, nem estão em missão especial de ocorrências, com aquele aspeto rígido e olhar distante, que nem sempre reconhecemos como amigável.

Estes são apenas agentes policiais, que estão exercendo uma vigilância discreta das ruas, praticando uma cidadania ativa, junto dos transeuntes, umas vezes a pé, outras de carro mas nós vimo-los, temos o sentimento que estamos guardados, cumprimentamo-los com um abanar de cabeça ou um gesto com o braço e um sorriso, a que eles frequentemente respondem. Provavelmente são os mesmos que vestem o colete amarelo e muitas vezes insensíveis às razões dos automobilistas aplicam os regulamentos sem apelo nem agravo.

Mas há mais…pelo facto de andarem a pé têm atitudes que devem ser realçadas, porque são humanas e talvez sejam próprias do homem que está por baixo da farda, mas não do polícia, a que nos habituaram.

Entram nos estabelecimentos, cumprimentam, indagam se está tudo a correr bem, enfim…praticam a sociabilidades natural de um ser humano a que cada vez estamos menos habituados.

Isto “toca-me” no coração e apetece-me gritar alto como nos faz bem esta cordialidade.

O tempo do “come a sopa senão chamo o polícia”, já lá vai. Mas também compete ao polícia, não fazer de “papão”!

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