Uma estratégia para as Caldas

Luís Castelo Branco

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O sucesso de uma terra, de uma cidade ou de uma região depende largamente da estratégia que os seus habitantes e sobretudo os seus líderes locais conceberem para o seu futuro. Tal foi sempre verdade ao longo dos tempos, seja em Portugal seja noutros locais. Veja-se o caso da região do Douro, que se desenvolveu em torno de uma estratégia centrada na produção vinícola, veja-se, mais recentemente, o caso da ilha da Madeira e a forma como cresceu sustentadamente em torno de uma visão de um turismo de qualidade. Veja-se ainda o caso da cidade de Aveiro, que se tornou um dos portos comerciais mais importantes do país...
Luís Castelo Branco

Enfim, tantos exemplos que podemos encontrar no nosso país, em como um ideal, uma visão, uma estratégia bem estruturada, está na origem de um desenvolvimento sustentado e harmonioso de uma determinada localidade ou região.

As Caldas da Rainha já tiveram várias estratégias no passado, algumas delas que foram bem sucedidas em determinado momento: a exploração do termalismo turístico e o desenvolvimento da indústria cerâmica são dois excelentes exemplos.

A nossa cidade é uma cidade grande: Grande na sua história, no seu património, nas suas tradições, no seu potencial humano. Grande naquilo que pode e deve oferecer a todos os que nela vivem e a todos que a visitam. Mas atualmente, é uma terra sem estratégia e que não está a ser capaz de se projetar no futuro.

O que queremos nós caldenses para a nossa cidade, afinal? Quais as ideias que têm sobre o assunto os nossos autarcas, alguém sabe? Queremos voltar a ser a capital do comércio da região Oeste? Ou queremos apostar novamente no desenvolvimento do turismo termal? Queremos fazer crescer a nossa universidade, associando-a, por exemplo, à indústria da cerâmica artística? Ou queremos desenvolver a indústria frutícola e hortícola?

Queremos ter um pouco disto tudo ou centrarmo-nos apenas numa ideia? Fazer algo de completamente inovador ou trabalhar ideias do passado?

Não sabemos!!! Que se saiba, nunca houve um verdadeiro debate público sobre o tema.

Enquanto isso a cidade vai definhando, lenta, mas inexoravelmente…cada vez com menos vida e animação, com mais insegurança, com um património mais degradado, com menos gente…enfim, uma cidade à procura de si mesmo.

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