Escaparate

A Região Oeste e o Turismo

Rui Calisto

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
A Região Oeste é composta por 12 concelhos (Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) e cada um possui referências importantes em vários âmbitos, porém, continuam, no campo do turismo, a reger-se por uma individualidade muito forte. Se as localidades citadas sobrevalorizassem o património histórico-arquitetónico-cultural que possuem, e executassem um programa conjunto, certamente poderia existir um fluxo turístico, nacional e internacional, muito enriquecedor.
Rui Calisto

O que salta à vista, quando visitamos toda a Região Oeste, é a opulência da sua natureza.

Devido à falta de sinergia entre as partes, os artistas e os agentes culturais, tentam, com os mínimos recursos que possuem, fazer o milagre da multiplicação, inventando-se a cada dia, com o intuito de mostrar ao visitante o que de melhor existe relacionado com a música, o teatro, a dança, a fotografia, a literatura, etc..

Vamos – momentaneamente – retirar o foco da cultura, explorando caminhos que, sem dúvida, agradam-me sobremaneira. Falo da união da costa marítima com a amenidade do clima campestre. Por onde passamos, os nossos olhos encontram uma singularidade, e, como se não bastasse, de repente, adentra-nos nas narinas um eflúvio que salta dos vívidos pomares ou das ervas aromáticas que embalsamam o ambiente.

Quando menos esperamos surge-nos o fragor da ginja de Óbidos, da pera rocha de diversas localidades oestinas, da maçã de Alcobaça e das vinhas de Torres Vedras. Sobrevém, também, saltando-nos à vista, os hortifrutigranjeiros que se espalham extraordinariamente por quilómetros.

Esse mesmo olhar pode perder-se nas enseadas e gráceis praias de areia branca, o paladar pode deliciar-se com os cabazes cheios de bom peixe e marisco, e a nossa alma pode prender-se às inúmeras veleidades de uma natureza regada a sensações e encantamentos.

Porém, se deslocarmos o foco para a necessidade de um turismo cultural forte, encontramos inúmeros pontos de atração, que deveriam estar interligados, desenvolvendo a tal cooperação, tão necessária para transformar a Região do Oeste numa emblemática marca. De entre essas atratividades sobressaem, a título de exemplo, as que a seguir se enunciam: O Forte de São Miguel Arcanjo, o Santuário de Nossa Senhora da Nazaré, a Capela da Memória (Nazaré); a Capela de Sant’Ana (Salir do Porto); a bela e desconhecida Capela da Foz do Arelho, as Igrejas, Capelas e Ermidas de Óbidos, o painel de azulejos “A Paixão de Cristo” (Óbidos); o Palacete Oriol Pena (Alcobaça); os Fornos Artesanais de Cal (Pataias); a Igreja de N. S. do Pópulo (Caldas da Rainha); o Núcleo da Resistência, a Fonte do Rosário, a Gruta da Furninha, a Igreja de São Pedro, a Igreja da Misericórdia, o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, o Touril da Atouguia da Baleia, a Igreja de São Leonardo, o Farol das Berlengas, a Varanda de Pilatos (Peniche); e mais castelos, fortalezas e fortes, portentos que não possuem um cariz regional, mas sim nacional, ou mesmo Ibérico, e que estão ao alcance da vista de qualquer amante dos circuitos turístico-culturais, pois, é aqui que se mostra realmente ao visitante o que cada localidade possui de melhor, e qual o poder económico efetivo da Região Oeste.

O turismo cultural possui uma força financeira tão intensa, e importante, que pode alavancar um concelho, e abraçar toda uma extensa área, como a Região Oeste, transformando-a definitivamente num lugar de fácil empregabilidade. Podendo, também, por esta via, equilibrar a balança no quesito Produto Interno Bruto (PIB), sendo o agente propulsor para o crescimento de todo o país.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Fechar a estrada antes que o rio decidisse por nós

Este texto é um reconhecimento. Escrevo-o porque sei que os factos aconteceram desta forma. Porque conheço quem tomou a decisão. Porque sei como foi ponderada, discutida, insistida. E porque nem sempre quem evita a tragédia é quem aparece a explicá-la.

foto barroso

Jovem casal abriu negócio de barbeiro, cabeleireiro e esteticista

Foi no final de setembro do ano passado que César Justino, de 23 anos e Maria Araújo, de 22 anos, abriram o cabeleireiro 16 Cut na Rua da Praça de Touros, em Caldas da Rainha. O estúdio, que era previamente loja de uma florista, serve agora o jovem casal e inclui serviço de barbeiro, cabeleireiro e esteticista.

16 cut1

Concurso de cozinha na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste

O Chefe do Ano, o maior e mais prestigiado concurso de cozinha para profissionais em Portugal, revelou os 18 concorrentes apurados para as etapas regionais da sua 37.ª edição, após uma fase de candidaturas que reuniu mais de 200 profissionais.
As três eliminatórias regionais decorrerão em abril. A primeira, referente à região Centro, será realizada no dia 14 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste, nas Caldas da Rainha. A segunda, da região Sul & Ilhas, acontecerá a 22 de abril, na Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

concurso