O Tribunal de Leiria confirmou na passada sexta-feira a acusação da prática dos crimes de homicídio qualificado, incêndio e profanação de cadáver, provando que Vítor Santos, na altura com 31 anos, retirou a vida a Ricardo Porfírio, militar paraquedista em Tancos, no dia em que este completou 21 anos.
O crime ocorreu no dia 15 de abril do ano passado, quando a vítima, natural das Fazendas das Figueiras, no concelho de Coruche, veio às Caldas da Rainha festejar o aniversário, tendo o seu cadáver sido encontrado carbonizado no dia 23 desse mês, no interior de uma propriedade particular que estava à venda, no meio de mato, debaixo de um automóvel incendiado, a vinte metros da estrada que liga Vale do Coto a Barrantes.
A vítima estava com paradeiro desconhecido desde o dia 15, tendo o seu desaparecimento sido comunicado à GNR no dia seguinte por familiares e posteriormente a investigação passou para a Polícia Judiciária, a quem foi transmitido o caso.
O jovem ia encontrar-se com outro homem residente na zona das Caldas da Rainha, com quem teria uma relação recente. O companheiro deste, Vítor Santos, sentiu-se traído pela amizade e motivado pelos ciúmes fingiu ser o amante e conseguiu atrair o jovem para o Vale do Coto, onde o matou.
A descoberta do carro da vítima e do corpo permitiu recolher fortes indícios do envolvimento do detido, natural de Vila Franca de Xira e residente nas Caldas da Rainha, consultor imobiliário e operador num call center neste concelho.
O carro da vítima já havia sido avistado há vários dias por algumas pessoas, que julgaram tratar-se de uma viatura que iria para a sucata, desconhecendo que debaixo estava o cadáver.
Em redor do veículo havia uma pequena zona de silvas e mato incendiada, mas não tendo havido propagação das chamas ao resto da vegetação leva a crer que na altura do crime terá ocorrido chuva intensa que apagou o fogo e dissimulou por alguns dias o homicídio.
Além da pena de prisão, o homicida foi também condenado ao pagamento de uma indemnização de 254.800 euros à família da vítima e pelos danos causados pelo incêndio.
A defesa do arguido anunciou que vai recorrer da pena aplicada, afirmando a sua inocência.




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