“Há zonas descobertas que importa agora preservar”, disse a ministra à Lusa, justificando o aumento da estimativa de custos do novo museu na Fortaleza de Peniche, de 3,5 para 4,3 milhões de euros.
A Fortaleza, que foi uma das prisões políticas do Estado Novo, “teve várias utilizações desde o 25 de Abril e tem vários elementos que foram descaraterizando o edifício”, afirmou a ministra, à margem de uma visita de trabalho ao edifício, onde foram descobertas zonas “relativamente desconhecidas” e que se revelaram importantes para “preservar e manter”.
A secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, Ângela Ferreira, explicou o aumento da verba com “a revisão final do projeto, em que foram feitas algumas descobertas que têm que ser acompanhadas de trabalhos arqueológicos e documentais”.
Os dois protocolos assinados têm por objetivo definir as condições de cooperação para o desenvolvimento de um conjunto de ações previstas no projeto de criação do MNRL, incindindo sobretudo no plano da criação de conteúdos e da divulgação.
A DGPC disponibilizará ao PCP e à URAP “todas as informações relevantes sobre o Programa Museológico”, assegurando que peças e documentos pertencentes às duas entidades e que sejam cedidos em regime de depósito e/ou doação ao MNRL “beneficiarão das condições de conservação e exposição exigidas e regulamentadas para o património móvel”.
Por seu lado, PCP e URAP comprometem-se a colaborar na criação de conteúdos do Museu, a ceder “gratuita e temporariamente” peças e documentos identificados como relevantes “para completar e enriquecer o MNRL, em regime de depósito (ou doação)”, bem como a participar em ações de divulgação, incluindo colóquios, conferências, visitas guiadas específicas e ações do Serviço Educativo.
Os protocolos definem igualmente o compromisso das partes em “colaborar, quando tal se mostre conveniente ou útil, de acordo com o comum julgamento de todos”, na divulgação recíproca das atividades do MNRL, do PCP e da URAP e na realização “de eventos conjuntos sempre que tal se mostre oportuno, mantendo, para o efeito, permanente comunicação recíproca das respetivas atividades”.
Ambos válidos por um período de cinco anos, os protocolos de cooperação foram assinados pelo Diretor-Geral do Património Cultural, Bernardo Alabaça, e por José Capucho, em representação do PCP, e José Soares, representante da URAP.
O MNRL abriu ao público a 25 de abril do ano passado com a exposição “Por Teu Livre Pensamento”, que antecipa os conteúdos do Museu em construção.





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