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Há um novo restaurante vegetariano em Caldas da Rainha

Mariana Martinho

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“Botellini” é assim que se chama o novo restaurante vegetariano, em Caldas da Rainha, que “nada tem a ver com comida italiana”. Com sugestões 100% vegetarianas, e bebidas sem álcool, este novo espaço, que abriu na passada segunda-feira, dia 13 de julho, pretende “oferecer os melhores sabores de comida saudável” aos caldenses.
Os três responsáveis pelo Botellini

Situado na rua Manuel Mafra, nº 43B, num estabelecimento que já era usado para este fim, o Botellini apresenta uma “cozinha criativa, variada e cheia de sabores, que a natureza nos concede”, explicou uma das responsáveis do espaço, Marisa Botelho, que juntamente com os seus dois filhos, Simão e Matilde, decidiu aventurar-se, mesmo com a pandemia. Ambos com áreas profissionais que nada tem a ver com a gastronomia, sempre gostaram de cozinhar, de experimentar coisas novas e partilhavam o sonho de, um dia, terem um restaurante próprio.

“Já somos vegetarianos há quatro anos, e sempre tivemos o sonho de abrir um negócio próprio, numa área que gostamos e que conhecemos bem”, frisou a engenheira automóvel, que também pretendia voltar a trabalhar mais perto da família. Contudo, “o sonho começou a ganhar forma a partir do momento, em que o Simão encontrou este espaço, que já tinha sido restaurante e que já estava todo equipado. Nessa altura começou a nascer e a crescer cada vez mais, a ideia do restaurante”, sublinhou a responsável.

O novo espaço, que teve algumas obras de pintura, todos os dias tem pratos diferentes, que mudam do almoço para o jantar, bem como os chefs responsáveis pelos menus. “Ao almoço vai estar responsável pela cozinha, a Marisa, que apresenta várias sugestões do dia, e ao jantar estarei eu, funcionando à carta”, explicou Simão Botelho, adiantando que inicialmente o objetivo era que o espaço funcionasse em regime de self-service, mas com a questão do Covid-19, a família Botelho optou por mudar o conceito.

Numa carta pensada para ser alterada de dois em dois meses, consoante aquilo que a terra dá em cada época, Simão vai começar por uma lista de pratos mais conservadora para que, a partir daqui, seja a imaginação a mandar. “A intenção é proporcionar uma experiência gastronómica com base na experiência que fomos conquistando ao longo dos anos, com pratos que vão desde Angola até ao Médio Oriente, passando pela Ásia e pelo Mediterrâneo”, explicou o designer industrial, referindo que os pratos “abrangem todo o mundo para paladares diferentes”, bem como os valores da saúde, bem-estar físico, social e ambiental.

Aqui pode acompanhar as sopas, os bifinhos de Seita da Tia Arminda e Lasanha de Legumes, com sumos de fruta feitos na hora, limonada, bebidas sem álcool, e chás.

Além da sala interior, o espaço também conta com uma esplanada exterior, onde criou uma horta, em caixas de frutas. “A ideia é ir buscar alguns produtos diretamente à horta, o que acaba também por ser prazeroso para as pessoas terem ali toda aquela aromática envolvente”, frisou Marisa.

No total, o “Botellini” conta com 60 lugares sentados, mas devido à situação teve de reduzir a lotação para metade.

As paredes do espaço, que neste momento não têm qualquer decoração, irão funcionar como “uma galeria”, tendo de 15 em 15 dias, uma exposição nova, com trabalhos de alunos da ESAD.CR ou artistas locais.

No futuro, a família Botelho pretende avançar com mais opções, como por exemplo um brunch tradicional ao domingo.

O restaurante, que emprega quatro pessoas, funciona de domingo a sexta, entre as 12h30 e as 14h30, e entre as 19h30 e as 21h30.

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