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Homem que bateu no pai com cinto permanece em liberdade

Francisco Gomes

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Foi presente a primeiro interrogatório judicial na passada quarta-feira o homem de 58 anos, gravado em vídeo a agredir com grande violência o seu pai, de 90 anos, em Alcobaça, tendo saído em liberdade. Fica a aguardar o desenvolvimento do processo com termo de identidade e residência, estando proibido de contactar com o progenitor.
A agressão foi registada em vídeo gravado por telemóvel

A agressão verificou-se no dia 13 de junho, cerca das 15h30, na rotunda de uma zona comercial de Alcobaça, junto ao Pingo Doce e Decathlon, mas pouco utilizada por clientes. No registo vídeo vê-se o agressor com um cinto a bater no progenitor, que estava ao volante de um carro.

O idoso buzinou várias vezes, mas ninguém apareceu para o socorrer, enquanto foi continuamente agredido.

A PSP acabou por ser chamada ao local, alertada para a situação, e identificou o suspeito, enquanto o idoso recebeu os primeiros socorros e ia ser sujeito a exames médico-legais em Santarém. O filho na altura ficou em liberdade.

A vítima reside na aldeia da Gouxaria, no concelho de Alcanena. Enviuvou duas vezes, mora sozinho, embora tenha outros familiares na povoação e próximo da habitação. O agressor, nascido do primeiro casamento, reside em São Martinho do Porto. Desconhecem-se as circunstâncias que levaram a este episódio de violência e se há antecedentes.

Segundo a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Leiria e o Comando Distrital de Leiria da PSP, “em causa estão factos suscetíveis de integrar a prática, pelo arguido, dos crimes de ofensa à integridade física qualificada e de condução perigosa de veículo rodoviário”.

Há indícios que o suspeito terá “perseguido, de carro, o seu pai, no trajeto entre São Martinho do Porto e Alcobaça e de o ter molestado fisicamente, designadamente, com um cinto, dentro do veículo em que o mesmo se fazia transportar”.

No âmbito de inquérito dirigido pelo Ministério Público, com investigação realizada pela PSP, o filho seria detido três dias depois para ser presente a primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, o que decorreu no Juízo de Instrução Criminal de Leiria. O inquérito é desenvolvido pela unidade de Alcobaça do DIAP da comarca de Leiria.

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