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Adiado julgamento de suspeito de morte de jovem encontrado debaixo de carro incendiado

Francisco Gomes

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O julgamento de um homem de 32 anos, acusado da prática dos crimes de homicídio qualificado, incêndio e profanação de cadáver de um jovem com 21 anos, no Vale do Coto, nas Caldas da Rainha, foi adiado na semana passada no tribunal de Leiria, devido à ausência de uma das juízas do coletivo, que pretendia acompanhar a sessão por videoconferência a partir de casa, devido ao estado de emergência em vigor na ocasião, o que foi rejeitado pelo juiz presidente, segundo relata o Correio da Manhã.
Corpo foi encontrado debaixo deste carro incendiado numa propriedade em Vale do Coto

A sessão deverá ocorrer em breve, uma vez que o juiz não prescindiu da presença da magistrada, tendo este incidente sido reportado ao Conselho Superior da Magistratura.

O crime ocorreu no dia 15 de abril do ano passado, quando a vítima, Ricardo Porfírio, completava 21 anos, aniversário que teria vindo festejar às Caldas da Rainha, tendo o seu cadáver sido encontrado carbonizado no dia 23 desse mês, no interior de uma propriedade particular que estava à venda, no meio de mato, debaixo de um automóvel incendiado, a vinte metros da estrada que liga Vale do Coto a Barrantes.

A vítima encontrava-se com paradeiro desconhecido desde o dia 15, tendo o seu desaparecimento sido comunicado à GNR no dia seguinte por familiares e posteriormente a investigação passou para a Polícia Judiciária, a quem foi transmitido o caso.

As autoridades apuraram que o jovem ia encontrar-se com outro homem residente na zona das Caldas da Rainha, com quem teria uma relação recente. O companheiro deste sentiu-se traído pela amizade e motivado pelos ciúmes terá morto o jovem, um militar paraquedista em Tancos, natural da Branca, no concelho de Coruche.

A descoberta do carro da vítima e do corpo permitiu recolher fortes indícios do envolvimento do detido, natural de Vila Franca de Xira e residente nas Caldas da Rainha.

O carro da vítima já havia sido avistado há vários dias por algumas pessoas, que julgaram tratar-se de uma viatura que iria para a sucata, desconhecendo que debaixo estava o cadáver.

Em redor do veículo havia uma pequena zona de silvas e mato incendiada, mas não tendo havido propagação das chamas ao resto da vegetação leva a crer que na altura do crime terá ocorrido chuva intensa que apagou o fogo e dissimulou por alguns dias o homicídio.

O arguido, consultor imobiliário e operador num call center nas Caldas da Rainha, encontra-se em prisão preventiva.

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