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Angies Arte

Marca de Peniche trocou os acessórios por máscaras

Mariana Martinho

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Em tempos de epidemia da Covid-19, a marca portuguesa Angies Arte teve de adaptar o seu negócio, pondo os acessórios e as malas de lado, e começou a confecionar com os mesmos tecidos máscaras de proteção “únicas e personalizadas”.
As máscaras de proteção custam 4€ e podem ser encomendadas através das redes sociais

Esta marca portuguesa de malas e acessórios faz parte de um “sonho” de duas irmãs de Peniche, Ângela Neves, de 50 anos, e Aline Guincho, de 37 anos, que há seis anos, ganhou forma. “Desde muito cedo criámos uma forte ligação pela costura, mas só em 2013 é que surgiu a oportunidade de participarmos num workshop de confeção de porta-moedas, o que fez com que começássemos a sentir uma enorme inspiração por esta área, a dar asas à nossa imaginação e a criar acessórios de moda femininos”, explicaram as duas irmãs.

Das bolsas passou para as malas e pochetes, o que fez com que as manas sentissem “necessidade de ampliar o projeto”, lançando assim a marca Angies Arte em 2014. “Nós tentamos criar modelos originais dando um toque único a cada produto”, frisaram Ângela e Aline.

Com a atual crise de saúde pública, a Angies Arte viu as vendas diminuírem, “como era de esperar”, e as feiras/eventos de artesanato serem canceladas. “O vírus teve um impacto negativo no nosso projeto, para além de não podermos participar nas feiras, que normalmente participávamos na zona de Peniche, Caldas da Rainha, Ericeira, Consolação e Lisboa, também vimos as vendas online diminuir”, referiram as irmãs.

Nesse sentido, a marca pôs os acessórios de lado e adaptou-se às necessidades das pessoas, que procuravam máscaras de proteção. “Tivemos de encontrar uma alternativa para ajustar o nosso negócio, assim surgiu a ideia de produzirmos máscaras de proteção reutilizáveis e laváveis”, descreveram as empresárias, admitindo que “ao início estávamos um pouco reticentes”.

Esta alternativa também contou com “um empurrãozinho de alguns clientes”, que solicitavam constantemente máscaras de proteção. Como tal “pensámos nesta alternativa como uma solução para ajudarmos a população”.

Após pesquisarem moldes e desenvolverem vários protótipos, as duas irmãs decidiram há cerca de duas semanas começar a vender as primeiras máscaras. Atualmente, não têm mãos a medir.

“Temos tido bastantes encomendas. Ou seja, o negócio está a correr melhor do que esperávamos”, sublinharam. Até à data, já produziram cerca de 70 mascaras, mas “temos muitas para fazer”.

Com diferentes padrões, as máscaras são invariavelmente feitas com duas camadas de tecidos 100% algodão e são, por isso, respiráveis. No interior, contam com filtros em TNT 80 gramas, que ajuda a filtrar as gotículas.

As máscaras, que existem em dois tamanhos – adulto e criança – custam quatro euros e são produzidas no “pequeno ateliê”, que as empresárias possuem em casa do pai.

Neste momento, as irmãs trabalham separadas. “Enquanto uma produz as máscaras, a outra fica responsável pela parte logística”, relataram. Para já, e devido ao número elevado de encomendas, a marca não consegue produzir para uma associação de solidariedade, mas futuramente “gostaríamos de poder ajudar algumas”.

Além das malas e acessórios, a marca vai continuar a produzir as máscaras de proteção, caso “os nossos clientes continuem a ter interesse, uma vez que é importante as pessoas andarem protegidas até esta fase menos boa terminar”. Em breve pretendem começar a fazer máscaras com bandolete, para “uma maior comodidade dos nossos clientes, de maneira a não magoar as orelhas, uma vez que o elástico é colocado na bandolete”.

As encomendas podem ser feitas através das redes sociais (https://www.facebook.com/BagsAngies/), e são entregues via CTT ou então em mãos, caso seja do concelho de Peniche.

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