A empresa foi adquirida em 2001 por Marina Brás ao seu fundador, Joaquim Albano, de quem recebeu a receita de origem conventual da produção do licor de “Ginja d’Óbidos”, marca essa que em 2007 passou a designar-se “Vila das Rainhas”. ”Há 20 anos a única coisa que sabia era vir ter com o senhor Joaquim Albano e provar uma ginja. Foi uma grande aventura mas que valeu a pena, pois hoje a Frutóbidos é reconhecida”, contou Marina Brás, administradora da empresa, durante a cerimónia de apresentação da nova fábrica, no passado dia 5. A nova unidade de produção, cuja construção foi iniciada o mês passado, terá mais 2.000 metros quadrados e permitirá “quadruplicar a produção anual que é atualmente de 250 mil garrafas de licor de ginja”, bem como “desenvolver projetos de novos produtos”. A par com o investimento nas novas instalações, que será de 1,5 milhões de euros, a empresa prevê gastar mais cerca de meio milhão de euros em novas linhas de enchimento e equipamentos, onde “produzimos o licor”, e ainda aumentar o número de trabalhadores de onze para um número não quantificado de funcionários, “dependendo da procura dos serviços”. De acordo com a responsável, “este era o momento certo no nosso crescimento para avançar com a construção de uma nova unidade, que estará pronta entre 18 a 24 meses”, o que também permitirá inaugurar um novo conceito em Portugal, o “Licoturismo”. “Achamos que ao nível do turismo podíamos fazer muito mais”, explicou Marina Brás, adiantando que o objetivo é “demonstrar como se produz o licor”, através de experiências em redor da ginja, como “jantares temáticos, sessões fotográficas no ginjal ou fabricar o seu próprio licor de ginja”, feito com base na receita tradicional do fundador. “Quando adquiri a empresa comprometi-me a jamais adulterar a receita original, que era tão preciosa para o senhor Joaquim”, referiu Marina Brás, adiantando que “aqui produz-se licor de ginja e não Ginjinha. Licor esse isento de corantes e de aromas, composto por quatro ingredientes ginja, açúcar, água e álcool. É o néctar das rainhas”. A Frutóbidos, que exporta com regularidade para 12 países, tem uma forte ligação com os agricultores da Indicação Geográfica Protegida (IGP) de Óbidos, a quem é comprado e incentivado o cultivo do fruto. “Isso faz com que cada ano que passe conseguimos ter mais fornecedores”, sublinhou a responsável. Durante a cerimónia também foi apresentado o novo rótulo do licor de ginja “Vila das Rainhas”, que atualmente é engarrafado na capacidade de 50 centilitros com certificação vegan. ”Quisemos voltar a dar o melhor traje que uma rainha pode ter”, disse Marina Brás. Além do licor de ginja, a Frutóbidos também aposta na criação de outros produtos que não apenas o licor, sendo que este ano irão lançar mais dois novos produtos. O investimento foi anunciado perante a presença do secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, que referiu que a “Frutóbidos é um bom exemplo daquilo que é a representação da tradição, a capacidade de inovar e a confiança” com todos os parceiros e consumidores. Presente também esteve o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Humberto Marques, que sublinhou que “este é um projeto que já ultrapassa gerações, e no qual a Marina acreditou e pensou muitas vezes fora da caixa”.






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